Ex-prefeito de Barcelos é denunciado por contratar servidores ‘fantasmas’ 

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O ex-prefeito de Barcelos (a 403 quilômetros de Manaus), José Ribamar Fontes Beleza foi denunciado pelo  Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por apropriação e uso indevido de dinheiro público. Ele é suspeito de contratar, em 2013, 23 servidores ‘fantasmas’, que recebiam pagamento sem comparecer e prestar serviço ao município.

Em setembro deste ano, o MP moveu uma ação contra José Ribamar, onde pede a devolução de mais de R$ 65 mil pagos a ex-servidora Ana Paula de Paula Rodrigues Reginaldo, mesmo sem ter trabalhado um dia sequer, pelo período de cinco anos. 

Segundo o promotor de Justiça de Barcelos, Cláudio Facundo de Lima, a denúncia toma por base inquérito da Polícia Federal (PF) instaurado em julho de 2014 para apurar irregularidades na aplicação de recursos federais para pagamento de pessoas beneficiadas com cargos e salários, que residiam em Manaus e em outras localidades.

Enquanto prefeito, José Ribamar Fontes Beleza nomeava pessoas de fora de Barcelos para exercerem cargos comissionados, remunerando-as sem que elas prestassem qualquer tipo de trabalho ou serviço à Prefeitura, o que constitui uso indevido de verbas públicas. A lista de nomeações inclui, além de parentes do próprio ex-prefeito, empresários, ex-vereadores e parentes, ex-prefeita cassada pela Justiça Eleitoral, apoiadores de campanha, e, até a esposa e o irmão do pastor Salvador florêncio da Silva, atual representante da Igreja Assembleia de Deus no Município.

Na denúncia, o titular da PJ de Barcelos requer a condenação do denunciado e, ainda, a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pela Administração Pública.

Mais denúncias

Também no mês de setembro, José Ribamar foi alvo de uma outra denúncia do MP-AM pelos crimes de peculato, constituição de organização criminosa e falsificação de documento público, cometidos de forma reiterada entre os anos de 2012 a 2016. Além dele, mais dois ex-secretários municipais e três ex-integrantes da Comissão de Licitação do município são acusados de participação nos crimes.

Com informações da assessoria do MP