Ex-prefeito e ex-amigos

O ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) está sofrendo daquele mal de quem deixou o poder e, voltou a ser apenas um cidadão comum. Os “amigos”, aliados, agregados, e outros tipos de “penduricalhos” que eram vistos em bando, em volta do então prefeito, desapareceram depois que ele virou ex-prefeito. Restou a Amazonino, o fiel amigo, seu cachorro de estimação, e pouquíssimos companheiros de verdade, o restante virou tudo ex(amigos).

Cruz credo

Local: Câmara Municipal de Manaus (CMM)/Comissão de Economia e Finanças. Data: última quarta-feira. De um lado, técnicos da secretaria de Finanças, de outro o vereador petista Waldemir José, e um de seus assuntos preferidos (assim como do prefeito também), o relatório da Comissão de Transição e as mazelas herdadas do ex-prefeito Amazonino Mendes. Para piorar, aqueles vereadores de um passado bem recente que cantavam, em verso e prosa, juras de amor para Amazonino, agora dizem cruz credo quando se fala do ex-prefeito.

Competência e Lealdade

Mais eis que surge de repente Luiz Alberto Carijó, auditor-fiscal da Prefeitura de Manaus, que já foi em tempos passados secretário de Finanças do Município e também prefeito, e dá uma verdadeira aula de finanças, falando sobre dívida ativa, dívida fundada, restos a pagar…Demonstrando que dívidas públicas é algo que vem de muitos administradores, passa de um para outro, mas não é o fim do mundo para quem sabe administrar. “Administrar com muito dinheiro é fácil, o administrador competente se mostra na adversidade”, costuma dizer Carijó. E, diante de do conhecimento e da lealdade, não deu pra trucidar o Amazonino.

Os prefeitos das emergências

Se, sem enchente, os prefeitos do Amazonas já “inundaram” o interior do Estado de decretos de emergência e dispensas de licitação, que dirá se o nível das águas subir, aí vai ser uma calamidade, no duplo sentido, já que eles vão ter motivo pra dispensar licitação e comprar tábuas, material de construção, cestas básicas, óleo diesel…..Socorro, tô com a água pelo pescoço!

Cadê o MP?

Apenas passando a vista rapidamente pelos Diário Oficial dos Municípios (DOM), qualquer um se assusta com a quantidade e os valores das dispensas de licitação. Somente Coari, e até o mês passado, já dava pra contabilizar mais de R$ 16 milhões em dispensas de licitação. E não se vê uma “notinha”, nem de canto de página, que traga questionamentos sobre a legalidade desses atos. SOS fiscal da Lei (MP)!