Ex-vereador e marido de vereadora de Coari é preso em operação da PF contra fraudes de R$ 3 milhões no INSS

My beautiful pictureO ex-vereador e marido da vereadora Cleiciane Cruz (ex-cunhada de Adail Pinheiro), o médico perito do INSS, Natanael Alencar foi preso, nesta terça-feira (15), em Coari, acusado de envolvimento em fraudes na previdência que já teriam atingido  montante de R$ 3 milhões. Sua prisão fez parte das ações da Polícia Federal, durante a “Operação Crença”, quando foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal. A operação foi realizada nas cidades de Juruá, Coari e Tefé. Servidores do INSS são acusados de terem fraudado a perícia médica e concedido benefícios previdenciários fraudulentos a moradores de Tefé e cidades vizinhas. As fraudes se concentrariam principalmente no benefício de amparo ao idoso e ao deficiente.

O médico Natanael Alencar vem sendo alvo de denúncias desde que era vereador, nos anos de 2008 a 2012. Há uma denúncia de que ele teria utilizado até mesmo o nome de sua mãe em uma das aposentadorias fraudulentas. Em 12 de outubro de 2012, mais denúncias envolvendo o médico e sua esposa, eleita vereadora mais votada de Coari, Cleiciane Cruz, chegaram à Justiça Eleitoral de Coari. Os denunciantes alegam que o médico concedia auxílio doença em troca de votos para sua esposa- candidata, inclusive para eleitores que transferissem seus títulos das cidades de Tefé, Codajás e do Juruá para Coari.

Aposentadorias também teriam sido concedidas para quem trabalhou na campanha da vereadora Cleiciane Cruz, esposa do médico. Em contrapartida, segurados do INSS, até mesmo pessoas com deficiência física, teriam denunciado que não conseguiram o auxílio doença porque não aceitaram fazer parte do esquema de troca de votos por benefícios. Todas essas denúncias fazem parte de um processo na Justiça Eleitoral, sob instrução da juíza Sabrina Cumba Ferreira, desde 2012.

O Radar, através de fontes de Coari, já tinha conhecimento de detalhes do processo, e estava na fase de apuração de informações junto à Justiça, o que estava sendo dificultado pelo fato da juíza Sabrina Cumba Ferreira ter determinado “segredo de Justiça” aos autos. (Any Margareth)