Exames confirmam ‘novos pontos’ de câncer em Bruno Covas no fígado e nos ossos

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), apresenta “novos pontos” de câncer nos ossos e no fígado, informaram os médicos em boletim divulgado nesta sexta-feira (16). Ele está em tratamento desde 2019 para conter a doença, descoberta inicialmente na transição entre esôfago e estômago, mas sofreu metástase e se espalhou para o fígado e gânglios linfáticos.

Covas foi internado na quinta-feira (15), para realização de exames de controle, que descobriram novos focos de câncer.

No sábado (17), ele continuará a realização de quimioterapia, adicionando imunoterapia.

Clinicamente o prefeito está bem, diz o boletim médico, “sem sintomas, e apto a prosseguir suas atividades pessoais e profissionais”.

Após ser internado na quinta, Covas deverá ter alta “no início da semana, após completar esta etapa do tratamento”.

Ele está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer e pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

Primeiro diagnóstico em 2019

O prefeito de São Paulo foi diagnosticado com o tumor em outubro de 2019. Na época, o câncer estava na cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago e, em seguida, ele começou sessões de quimioterapia.

Na época, além do tumor na transição entre o esôfago e o estômago, Covas possui pequenas lesões no fígado e nos gânglios linfáticos. Isso se deve a um processo denominado metástase, que se caracteriza pela migração de células do tumor para outras partes do corpo. De acordo com os médicos, a doença foi traiçoeira, porque não havia sintoma no local. (Clique aqui e entenda o câncer de Bruno Covas)

Em janeiro de 2021, após ser reeleito nas eleições municipais e continuar no cargo, Covas anunciou uma nova fase de procedimentos no combate à doença.

Ele tirou uma licença de 10 dias para a nova etapa do tratamento, quando passou a ser submetido a sessões de radioterapia. Na época, estavam previstas 24 sessões de radioterapia complementares para o tratamento.