Experiência X Juventude: no dia dos Professores o que vale é o amor à docência, não importa o tempo de serviço

Foto: UEA

No dia dos Professores, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), docentes que estão dentro e fora das salas de aula levam conhecimento, educação e formação, mas também na memória de muitas pessoas que um dia tiveram o privilégio de chamá-los de professor. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) conta algumas trajetórias brilhantes de professores que ajudaram na construção da maior universidade multicampi do Brasil. E, independente do tempo de serviço, todos os apaixonados pelo magistrado recebem a valorização de quem doa conhecimento para contribuir com o desenvolvimento de crianças, adolescentes, jovens e até adultos, que buscam obter conhecimento.

Pioneiro na UEA – Um dos docentes mais antigos da UEA, o Prof. Dr. Anízio de Araújo Cavalcante, graduado em Engenharia Operacional da Indústria da Madeira, passou a integrar o quadro do Instituto de Tecnologia da Amazônia (UTAM) em 1˚ de agosto de 1980. Na ocasião, o professor coletava material botânico para xiloteca e o herbário nas redondezas de Manaus e em algumas localidades do interior, como Acajatuba. Realizou cursos voltados à área da secagem e propriedades físicas e mecânicas da madeira que renderam frutos para o Mestrado e o Doutorado Interinstitucional (Dinter).

Com a criação da UEA e a adesão das atividades da UTAM pela mesma, conforme o decreto nº 24.788, de 30 de dezembro de 2004, o professor foi transferido para a nova universidade e convidado a participar da criação e implementação da iniciação científica. Ao longo dos anos, nunca parou de buscar novos conhecimentos para a área. Atualmente, o Prof. Anizio leciona disciplinas do Curso de Engenharia Florestal no Centro de Estudos Superiores de Itacoatiara (CESIT/UEA).

“Não existe arrependimento no trabalho desenvolvido por mim, pois ao olhar para trás, verifico o efeito enriquecedor sobre o repasse de tecnologia e a educação sobre pessoas jovens e maduras, que foram meus alunos ou empresários do ramo da madeira, porém principalmente por haverem se tornado cidadãos cônscios da nossa sociedade, o que me leva a entender que o ato de ensinar não é somente contemporizar a informação, porém cunhar as possibilidades para a adequada produção ou a sua constituição”, completou.

Para o professor do Curso de Licenciatura em Geografia da Escola Normal Superior (ENS/UEA), Julien Marius Reis Thevenin, a experiência profissional já é outra. Nascido em Ilhéus, na Bahia, o docente percorreu diversos estados antes de se firmar na capital do Amazonas. Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) em 2007, Julien emendou um mestrado em Sergipe, um doutorado em São Paulo e um pós-doutorado em Rondônia, quando começou a alternar as vindas para ver a esposa e o filho em Manaus. Construiu uma família na capital e passou no concurso público para professor na UEA, instituição que ele acredita ser de grande potencial para todo o estado.

Ele é o mais recente convocado para o cargo de professor e ingressou em meio à adaptação do ensino à distância adotado devido à pandemia do novo coronavírus. “É um momento de adaptação que não traz apenas prejuízos no processo-aprendizagem, mas que traz a compreensão das tecnologias que poderão auxiliar no processo de ensino dos estudantes após a pandemia. Acredito que, no retorno das atividades, estaremos mais fortes, valorizaremos mais a presença do outro e aproveitaremos mais as aulas. Espero que essa disciplina tenha uma contribuição social e ambiental significativa na UEA, e que sirva de subsídio para as políticas do estado e a conscientização dos cidadãos dentro dos espaços de vida e cidadania”, concluiu o professor Julien.