Exposição itinerante leva a história da Educação no Amazonas para escolas municipais

Apresentar aos alunos de escolas da rede municipal de ensino a  história da educação, desde a época em que Manaus era conhecida como São José da Barra do Rio Negro e era habitada por índios Tarumã e falar do museu Botânico do Amazonas, que foi um dos primeiros institutos de pesquisa científica do Brasil é o objetivo da exposição itinerante “Manaus Educação Tributo a História”, idealizada pela escritora Etelvina Garcia e iniciada nesta quarta-feira, 9/8 na Escola Municipal Francisca Pereira de Araújo, no Parque das Nações, zona Norte de Manaus.

Os alunos da unidade participaram de uma palestra com a escritora e jornalista e puderam apreciar uma exposição de fotos com informações de épocas distintas e que também foi visitada pela comunidade durante todo o dia.

Para Etelvina, contar a história da educação aos estudantes é mostrar a importância das pessoas que contribuíram no passado para que hoje o conhecimento seja valorizado. “Nós dependemos do passado para uma diretriz no futuro. Então, trazer para os jovens esse conhecimento sobre a história da educação do nosso Estado é um conhecimento sem medida, até para que eles possam entender o que aconteceu, para que no futuro possam tomar certas posições”, disse.

A exposição acontecerá até a próxima semana em uma escola de cada Divisão Distrital Zonal (DDZ). E para a diretora do Departamento de Gestão Educacional (Dege) da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Marcionília Bessa, que também participou da apresentação, a iniciativa é uma forma de resgatar a história e contribuir na formação de estudantes e professores.

“A secretaria busca promover para a comunidade escolar, pais e responsáveis essa experiência que está sendo realizada depois de muitos estudos sobre a nossa cidade. É um conhecimento importante que está indo ao aluno e ao professor”, comentou Marcionília.

A professora de História, Márcia Lima, que leciona para as turmas de 7º e 9º ano do Ensino Fundamental, considerou que a exposição trouxe temas que não são trabalhados em livros didáticos e que para os alunos é uma novidade. “Esse tipo de evento só tem a enriquecer o conhecimento dos alunos. É importante que todos conheçam e valorizem as suas origens e resgatem a história de como se formou a sociedade amazonense”, explicou.

Aliny Souza, 14 anos, aluna do 9º ano, disse ter gostado bastante do evento. “Foi muito interessante conhecer o nosso passado, de como as pessoas lutaram para que hoje possamos ter uma base na educação e um ensino de qualidade”.

Fotos: Lton Santos