Facebook tem forte queda na Bolsa após sair do ar

Facebook tem forte queda na Bolsa após sair do ar

O Facebook ficou fora do ar na manhã desta segunda-feira (04) e ainda não tem previsão de retorno. Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP

Em um dia de instabilidade no acesso às redes sociais do Facebook, as ações da empresa de Mark Zuckerberg registravam queda de 5,83% às 15h03 desta segunda (4). O Nasdaq, índice da Bolsa americana composto por ações de empresas de tecnologia, recuava 2,38%.

De modo geral, o mercado americano opera em viés de baixa devido à possível antecipação para 2022 de um ciclo de alta nos juros básicos do país em resposta à inflação gerada pela escalada de preços de energia no mundo e pela quebra das cadeias de suprimento durante a pandemia.

Nesse contexto, ações de empresas de tecnologia, bastante populares nos EUA, tendem a perder mais investidores para aplicações atreladas a juros, como os títulos do Tesouro americano.

Em relação às intabilidades nas redes sociais da empresa, usuários brasileiros relatam problemas de acesso ao Facebook, WhatsApp e Instagram nesta segunda.

Um pico de queixas foi registrado pelo site Downdetector pouco depois das 12h nas três redes sociais — todas de propriedade do Facebook.

Perto das 13h, eram cerca de 44 mil reclamações contra o WhatsApp, 13 mil contra o Instagram e 6.700 contra o Facebook, de acordo com o Downdetector.

Além do Brasil, usuários de Portugal, Reino Unido, Índia e Estados Unidos também reclamam de instabilidade.

Tanto os aplicativos quanto as versões desktop das redes apresentam instabilidade, assim como a página institucional do Facebook.

Em seu perfil oficial no Twitter, o Facebook publicou que “algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos apps e produtos”. A empresa afirmou que está “trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido o possível” e que pede desculpas pela inconveniência.

Também no Twitter, o WhatsApp escreveu que está ciente dos problemas e que está trabalhando para resolver o problema. O Intagram publicou que está com dificuldades e que está trabalhando nisso.

A queda generalizada ocorre em um momento que já é de pressão para a empresa. Desde o começo de setembro, o Wall Street Journal tem publicado reportagens baseadas em documentos internos do Facebook que o jornal diz ter recebido.

O veículo sustenta, por exemplo, que a companhia estava ciente desde 2019 de que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes.