Falta de oxigênio: Quem está mentindo? No Radar, você decide!

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Só não vê quem não quer que no Brasil, nos últimos tempos, a mentira se confunde com a verdade com muita facilidade, Mentira virou até algo habitual e rotineiro, após campanha eleitoral ter se apoderado da passagem bíblica “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Na verdade, estamos presos em meio a uma mentirada doida. E não é diferente na questão da falta de oxigênio nas unidades de saúde do Amazonas que aconteceu em janeiro e que se sabe que matou dezenas de pacientes de Covid-19 internados nos hospitais.

Os protagonistas dessa história macabra são a empresa White Martins, fornecedora do oxigênio para as unidades do sistema de saúde pública do Estado, o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo e o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Mas, os protagonistas parecem terem vivido enredos diferentes da mesma história da crise de oxigênio no Amazonas.

Até agora eles sequer conseguem dizer quantas pessoas morreram asfixiadas pela falta de oxigênio. Pelo que parece, essa verdade não interessa ao governo do Amazonas dizer. Se nem o número de mortos se sabe, que dirá determinar responsabilidades sobre a falta de oxigênio nos hospitais.

O jogo de empurra é visível. Logo depois da tragédia que se abateu sobre o nosso povo, o governo do Messias Bolsonaro, inclusive seu ministro da Saúde, general Pazuello, empurrava a responsabilidade para Wilson Lima, dizendo que mandaram dinheiro para o combate a pandemia – como se bastasse para o chefe de uma Nação mandar dinheiro para os Estados, então ele tivesse o direito de cruzar os braços. E nessa afirmação lá tava uma mentirada doida envolvida. O presidente utilizou repasses constitucionais obrigatórios, como por exemplo os repasses pra educação, pra dizer que foram valores repassados ao Amazonas pelo Governo Federal para o combate à pandemia. Foi pego na mentira! – mas tem abilolados seguidores dele que ainda acreditam!

De outro lado, o governador Wilson Lima e seu secretário de Saúde, Marcellus Campêlo desmentiam os valores de bilhões que Bolsonaro dizia ter enviado para o combate a pandemia – isso é verdade – e argumentavam que o Governo Federal poderia ter disponibilizado a logística das Forças Armadas para trazer imediatamente oxigênio para o Amazonas, enquanto a White Martins dava um jeito de aumentar a produção e a crise de oxigênio no Amazonas erra solucionada.

Mas, de repente, por motivos que euzinha Any Margareth sei mas não posso escrever porque senão ainda vai me custar mais um processo nos costados, os governos de Messias Bolsonaro e Wilson Lima – ler ministro Pazuello e secretário Campêlo – decidiram falar a mesma língua e seguir juntos apontando o dedo em riste da culpa para a empresa White Martins que não teria avisado a tempo os dois governos de que iria faltar oxigênio hospitalar.

Por sua vez, a empresa White Martins apresentou e-mails que teriam sido enviados ao Ministério da Saúde e ao Governo do Amazonas, a partir do dia 8 de janeiro – vale lembrar que a crise de oxigênio nos hospitais começou no dia 14 de janeiro – como prova de que avisou antes sobre o aumento da demanda do insumo hospitalar e, inclusive, teria pedido “apoio logístico imediato” do Governo Federal para traze oxigênio para Manaus.

Em quem acreditar? Quem está mentindo ao se eximir de culpa? Eu tenho a minha opinião, mas aqui no Radar a última palavra sempre é sua. Você decide!