Falta de pagamento de profissionais do Centro de Reabilitação Química é denunciada na ALEAM

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Durante a sessão híbrida (presencial e virtual) da Assembleia Legislativa do Amazonas realizada nesta terça-feira (13), a situação de atraso salarial que os profissionais do Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) Ismael Abdel Aziz estão sofrendo, há quatro meses, foi denunciada pelo deputado Wilker Barreto (Podemos). Mais de 50 terceirizados que atuam na unidade de tratamento para dependentes químicos estariam sem receber os vencimentos em dia, segundo a denúncia.

Em seu discurso, Wilker afirmou que irá cobrar da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) para que seja realizado o pagamento dos salários de psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, cuidadores e auxiliares de farmácia que trabalharam no CRDQ.  A denúncia sobre o atraso já está protocolada no Ministério Público do Trabalho (MPT-AM).

“Irei cobrar e ligar para o secretário de Saúde (Marcellus Campêlo) para que encaminhe providências e, de forma célere, realize o pagamento dos salários dos terceirizados. São famílias que estão em plena pandemia, com severas restrições e sem dinheiro. Eles já fizeram denúncia formal no Ministério Público do Trabalho (MPT-AM) e não tem desculpa de que o orçamento não dá, pois a receita do Estado aumentou em R$ 200 milhões a mais no mês passado”, relatou Barreto.

Posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde 

Procurada pelo Radar, a Secretária de Estado de Saúde (SES-AM) informou que o pagamento deveria ter sido realizado pela empresa ‘BRB Serviços em Saúde (Sante plus)’, mas que isso não pôde ser feito devido a uma série de pendências burocráticas que envolvem a falta da entrega de documentações que impediram que a Secretaria repasse os valores para a contratada e consequentemente pagasse os funcionários da unidade de saúde.

Nesse sentido, a reportagem questionou como ficará a situação dos trabalhadores que não têm culpa das pendências da empresa. Em resposta, a Ses afirmou que assume o papel de intermediadora da situação uma vez que “a SES-AM, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), esteve reunida com o Ministério Público do Trabalho (MPT) na semana passada, afim de buscar a construção de um acordo na Justiça do Trabalho para garantir a transferência dos valores atrasados diretamente aos funcionários da empresa terceirizada. A SES-AM aguarda o agendamento do MPT para a nova reunião sobre o tema” e que a responsabilidade de efetuar qualquer tipo de pagamento é da referida empresa, que de acordo com eles, foi suspensa.

(*) Informações da assessoria