Familiares denunciam maus-tratos de presos na carceragem da delegacia de Iranduba (ver vídeo)

Presos estariam sofrendo maus-tratos na carceragem

Detentos reclamam da situação na unidade prisional

 

Em vídeo divulgado em redes sociais, familiares de detentos que estão na  carceragem da delegacia de Iranduba foram para frente da unidade policial denunciar maus-tratos que os presos estariam sofrendo. No vídeo, dá pra ouvir o barulho dos presos batendo nas grades das celas.

Uma mulher que não se identificou começa o vídeo filmando a fachada da delegacia do interior, afirmando que eles planejam começar uma rebelião por conta do tratamento na carceragem policial. “Os presos estão querendo fazer rebelião porque estão recebendo maus-tratos”, denuncia a mulher.

Ao longo do vídeo, ela questiona o suposto tratamento desumano dado aos presos. “Eles já estão presos, porque estão fazendo isso com eles? Jogam água gelada, não deixam eles dormirem e ainda passam o dia todo molhados”, afirma a denunciante.

Ela finaliza pedindo uma solução do poder público do município? “Cadê o prefeito? Cadê as leis? Se já prenderam, para que fazer isso aí com eles, eles têm os direitos dele”, finaliza ela.

Relembre casos anteriores

Essa situação não é novidade em Iranduba. Em janeiro deste ano, o Portal Radar Amazônico noticiou uma rebelião que ocorreu na carceragem do município. Na época, familiares denunciaram que o café dos detentos havia sido suspenso no local.

Além disso, eles denunciavam a superlotação das celas. Durante essa rebelião, nenhum funcionário ou detento ficaram feridos. O cenário era similar ao visto no vídeo desta quarta-feira (27), com eles batendo nas grades das celas.

Em setembro de 2021, a 1.ª Vara da Comarca de Iranduba determinou a interdição total da carceragem da unidade policial para reforma do local e a construção de outra unidade prisional no município.

Na decisão, a juíza de Direito Aline Kelly Ribeiro Marcovicz Lins ressaltou que a carceragem do 31º DIP não tem condições mínimas de abrigar presos, pois conta com apenas duas celas para capacidade de sete custodiados cada.

Na rebelião de janeiro a Justiça autorizou transferência de 15 detentos que estão custodiados na delegacia para outras unidades prisionais. “Na sexta-feira (14/01) e domingo (16/01), foram realizadas revistas nas celas da carceragem daquela unidade policial, que resultaram na apreensão de objetos (papelão, isqueiros e martelos) que não poderiam estar em posse dos detentos […] o ato gerou revolta nos presos, que começaram a protestar na tentativa de obter os objetos de volta”, disse a PCAM.