Farmacêuticas dizem que trabalham em vacinas específicas para a variante ômicron do coronavírus

A ômicron já é considerada uma "variante de preocupação" pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) e detectada em pelo menos 15 países

variante vacina

Foto: Sergio Perez/Reuters

As farmacêuticas BioNTech, Moderna e Johnson&Johnson anunciaram nesta segunda-feira (29) que já estão trabalhando em vacinas contra a Covid-19 que terão como alvo específico a ômicron, caso os seus imunizantes existentes não sejam eficazes contra a nova variante do coronavírus.

O surgimento da nova cepa, detectada inicialmente na África do Sul, desencadeou uma forte resposta global, com a imposição de diversas restrições a viagens, por temores de que ela possa se espalhar rapidamente mesmo em países com a vacinação avançada.

A ômicron já é considerada uma “variante de preocupação” (VOC) pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) e foi detectada em pelo menos 15 países até o momento.

A organização afirmou também nesta segunda que vê risco elevado na variante ômicron, mas que há dúvidas sobre o potencial de danos que a cepa pode causar.

Paralelamente, ministros da Saúde dos países do G7 (grupo das nações mais desenvolvidas do mundo) estão reunidos em caráter de urgência em Londres para uma reunião de emergência sobre a nova cepa.

Pfizer/BioNTech

A alemã BioNTech, que produz sua vacina junto com Pfizer, anunciou que já começou a trabalhar em uma versão do imunizante específica para a ômicron e disse que o desenvolvimento de uma versão adaptada faz parte do procedimento padrão da empresa para novas variantes.

Ainda não está claro se a farmacêutica terá de refazer a sua vacina atual, e também não se sabe se a nova cepa afeta a eficácia dos imunizantes já existentes.

“Os primeiros passos para desenvolver uma nova vacina potencial se sobrepõem à pesquisa necessária para avaliar se uma nova dose será necessária”, afirmou a empresa alemã.

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, já havia dito na sexta-feira (26), em uma entrevista à rede de televisão CNBC, que a empresa já tinha começado a trabalhar em uma versão da vacina para a nova variante.

Moderna e J&J

A farmacêutica americana Moderna também já disse que está trabalhando em um redesenho de sua vacina contra a Covid-19 para futuras doses de reforço. Mas o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, afirmou à CNBC que pode levar meses para começar a vender uma eventual vacina.

Bancel disse que deve haver mais clareza sobre a eficácia das vacinas já existentes contra a nova variante em cerca de duas semanas.

A Johnson & Johnson também disse que está avaliando a eficácia do seu imunizante contra a ômicron ao mesmo tempo em que desenvolve uma vacina específica para a variante.

“Começamos a trabalhar para projetar e desenvolver uma nova vacina contra a ômicron e vamos progredir rapidamente em estudos clínicos, se necessário”, disse Mathai Mammen, chefe global de pesquisa da unidade farmacêutica da J&J.