Fazendo às vezes de secretário da Sejel, concunhado de Melo faz demissões em massa e manda desativar projetos sociais

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Bem que o governador professor José Melo chegou a ensaiar a nomeação de seu concunhado, Ricardo Marrocos, coordenador de Desportos da Vila Olímpica, para titular da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel), mas lembrou da divulgação negativa quando se tornou de conhecimento público, através da imprensa, que ele (Melo) recém- empossado no cargo de Chefe do Executivo, nomeou seu irmão, Evandro Melo, para uma das cinco Secretarias Extraordinárias (de alguma coisa) criadas na época em que Omar Aziz era governador. Pior ainda, o governador concluiu, seria agora nomear o cunhado do seu irmão (Evandro Melo) para a Sejel. Mas, se Ricardo Marrocos não virou secretário de direito, virou de fato. Foi dado a ele o direito de indicar uma “figura decorativa” para o cargo, o mesmo que os políticos costumam chamar de “alguém de sua confiança”, no caso, o escolhido foi o médico dos atletas da Vila Olímpica e amigo de longas datas de Marrocos, Eduardo Ditzel.

Mas, quem se apossou da cadeira de secretário, na verdade, foi Marrocos. Não só se apossou da cadeira como começou a tomar todas as decisões administrativas e praticar uma política semelhante à de Evandro Melo, logicamente com a total anuência do governador, porque não dá nem pra imaginar que o professor Melo não tenha as rédeas do seu Governo. Marrocos iniciou uma onda de demissão em massa, e ao contrário da propagandeada política do “Governo que se preocupa com as pessoas”, ordenou a suspensão das atividades de programas como o Vidativa e Bom de Bola, projetos sociais que beneficiavam idosos e jovens.

Nos centros de Convivência da Família, as coordenadoras foram chamadas pela secretária de Assistência Social do Estado, Regina Fernandes, para listarem as pessoas “de confiança” na equipe da Sejel – aquela que coordenam as atividades esportivas dos centros. O critério para a lista é o seguinte: ou se engajam totalmente na campanha de Melo, ou na mera suspeita de que não servirão de cabos eleitorais, ou vão pro olho da rua. Os servidores estão no mais completo desespero porque, segundo alguns deles, o sr. Marrocos – fazendo um trocadilho que bom se ele fosse fazer isso bem longe daqui, como em Marrocos, não é mesmo? –  já marcou até data para sair uma lista de demissões de funcionários dos Centros de Convivência Padre Pedro Vignola (Cidade Nova) e Magdalena Daou (Compensa) para o dia 06 de junho. Segundo esses mesmos servidores, as informações são de que nos outros centros as demissões ocorrerão a qualquer momento.

Mas, o governador ainda não se deu conta que a prática de seu irmão, e agora até do cunhado do irmão, põem por terra o pilar da política alardeada por ele próprio e dita em tom emocionado pelo ex-governador Omar Aziz que bradou  aos quatro cantos que seu Governo se preocupou “menos com obras e mais em fazer o bem às pessoas”. Foi isso que Omar repetiu, mais uma vez, no dia do anúncio de seu apoio a Melo:  “O Melo é aquilo que hoje a sociedade anseia: um homem de bem, de bom coração, que se preocupa com as pessoas, humilde, veio de baixo, passou por muitas dificuldades e, principalmente, está afinado com aquilo que construímos juntos: programas sociais, programas de governo que estão dando certo. É um Estado que tem avançado bastante e o Melo tem a missão, nesse momento, de avançar muito mais. Aqueles programas que foram implementados por nós. Nesse momento, o único pré-candidato que tem respondido com o avanço dessas políticas implementadas por nós, a progressão dessas políticas é o professor José Melo, por isso, o apoio do meu partido à pré-candidatura do professor José Melo ao Governo do Estado!”. Depois de lembrar disso dá vontade de perguntar: “Verdade, professor Melo?”. (Any Margareth)