FHC: 91 anos do estadista que mudou a história socioeconômica do Brasil


Hoje o presidente Fernando Henrique Cardoso completa 91 anos, com muita saúde física, psicológica e intelectual. Ele é a maior voz dessa nação, na atualidade. Dá uma sensação boa de que podemos entrar nessa era de ter grandes ex-presidentes, que saibam que não estão mais no poder, mas agem dentro de padrões democráticos, civilizados e com muita sabedoria.

Fernando Henrique é um homem de muita conversa, de muita capacidade e de objetivos. Pelas mãos dele temos, até hoje, o Plano Real, que elaborou juntamente com uma grande equipe econômica, talvez a mais importante que o Brasil já teve. E por ele também chegaram grandes reformas no Estado. FHC implantou as bases da economia moderna do Brasil, fincada em um tripé respeitado ainda hoje – e quem não respeita, está perdendo o bonde da história e a batalha macroeconômica – um tripé baseado inflação baixa e com metas, câmbio flutuante e controlado e, claro, a responsabilidade fiscal.

Moeda forte, inflação baixa, revolução nas estruturas assistenciais para a população mais pobre. Um legado e tanto, que deve ser muito aplaudido. Ele escreveu uma das páginas mais bonitas da história do Brasil.

Pessoalmente, aprendi muito com ele e ele mudou para melhor a minha biografia política, com oportunidades para dirigir meu partido nacionalmente, ser líder de governo na Câmara dos Deputados, ser seu ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e, com isso, também integrar o Conselho da República. Sou muito grato a ele.

Um abraço fraternal ao Fernando Henrique e os melhores desejos de que muitos outros aniversários sejam comemorados e que ele continue com essa lucidez, nos dando aula de civilidade, de política, de economia e sobre a sociedade em que vivemos.

Sobre o autor

É diretor do Núcleo de Educação Política e Renovação do Centro Preparatório Jurídico e atual presidente do PSDB no Amazonas. Diplomata, foi por 20 anos deputado federal e senador, líder por duas vezes do governo Fernando Henrique, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, líder das oposições no Senado por oito anos seguidos e três vezes prefeito da capital da Amazô