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Fila da morte: agora a bronca é contigo Wilson!

 

Uma fila de milhares de pessoas em busca de uma consulta ou exame médico só tem aumentado ano após ano.

Dados coletados pela comissão de transição do atual Governo apontam que haviam 92.257 pessoas à espera de uma consulta médica em diversas especialidades. Além delas, outras 91.599 pessoas aguardavam na tentativa de realizar um exame, muitas vezes simples, como uma ultrassonografia. (Veja o quadro no fim do texto)

Eles estão na denominada “fila da Saúde”, assim chamada pelos governos, mas também conhecida como “fila da morte” pelos pacientes que sofrem dia após dia.

Uma criança, por exemplo, precisa ficar, no mínimo, 430 dias, ou seja, mais de um ano, à espera de uma consulta com um ortopedista pediátrico. E se a consulta é com um ortopedista é porque algo não está no lugar não é? Até novembro de 2018, haviam 6.612 crianças à espera de um ortopedista.

Se para as crianças a situação não está fácil, para os idosos acima de 60 anos, piorou: mais de 1,4 mil aguardavam, no mínimo, por 340 dias, quase um ano, por uma consulta com um neurologista.

As maiores filas são para uma consulta com urologistas, onde existem 14,6 mil pacientes a espera de atendimento, e gastroenterologistas, com 14,1 mil pacientes à espera de uma consulta.

Os números devem ser ainda maiores já que os dados foram computados até novembro de 2018 e, o que se vê, é a situação ficar cada dia mais crítica. As filas são cada vez maiores na porta das unidades de saúde e até grávidas estão dando a luz nos corredores das maternidades.

Mas, agora, nos resta apenas esperar enquanto o secretário faz visita nos estabelecimentos de saúde e termina um tal de “estudo técnico da situação”, conforme diz o próprio governo.

Quem já esperou por mais de um ano por uma consulta, espera mais um pouco não é governador? Agora, a bronca é contigo.

Veja lista de espera por consultas, segundo dados do Relatório de Transição