Fila de 600 pessoas para exame de ressonância magnética no AM vira inquérito civil no MPF

A fila de espera para a realização do exame de ressonância magnética em todas as unidades de saúde do Estado do Amazonas já chega ao número de 600 pessoas. A informação foi divulgada no Diário Oficial do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, na edição dessa quarta-feira (2). Diante do número elevado, o órgão ministerial instaurou um inquérito civil para apurar os motivos da demora na oferta do exame e possíveis irregularidades. (Veja documento no final da matéria)

A Portaria n° 57, que está assinada pela procuradora da República, Bruna Menezes Gomes da Silva, especifica que o Hospital Universitário Getúlio Vargas, localizado no Centro de Manaus, havia informado que em maio deste ano seria realizada a instalação de um equipamento para fazer o procedimento de ressonância magnética, no entanto, até agora não há informações sobre a efetiva disponibilidade do serviço.

Além disso, a procuradora leva em consideração o Procedimento Preparatório nº 1.13.000.002241/2018-17 instaurado anteriormente para investigar as supostas irregularidades na oferta de ressonância magnética pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

No entanto, a última resposta apresentada pela secretaria indicava a existência de mais de 600 pessoas em fila de espera para realização do exame de ressonância magnética.

A procuradora Bruna Menezes leva em consideração, ainda, a importância do exame de ressonância magnética para identificação de doenças graves, de modo que sua regular oferta e no menor tempo possível é fundamental para os diagnósticos.

Resposta

Procurada, a Susam informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a abertura do inquérito, mas que vai colaborar com todas as informações necessárias. Além disso, a secretaria informou também que, atualmente, a fila para ressonância magnética tem um tempo de espera, em média, de 26 dias e que o órgão está trabalhando no planejamento para aumentar a oferta.

Confira o documento na íntegra