Fiocruz confirma descoberta japonesa de mutação do Coronavírus

Uma nova mutação do coronavírus oriunda do Amazonas foi confirmada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo os especialistas da instituição, a variante possui cepas compatíveis com as encontradas em amostras de viajantes japoneses que passaram pelo Estado e podem indicar maior poder de transmissão.

A nova linhagem, que recebeu o nome provisório de B.1.1.28 (K417N / E484K / N501Y), evoluiu de outra já circulante no Brasil, mas sem início definido. Os pesquisadores supõem que ela tenha surgido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, mesmo período do expressivo aumento de novos casos confirmados da Covid-19 no Amazonas. Ainda que não esteja especificamente relacionada a estes dados, a origem da variante pode ser atribuída, também, ao período chuvoso e úmido, o inverno amazônico, caracterizado pela incidência de novos casos de outras síndromes virais respiratórias.

De acordo com a Fiocruz, uma nova pesquisa está sendo realizada para identificar possíveis novos genomas do coronavírus em novos infectados no Amazonas. Tal levantamento da Fiocruz Amazônia é facilitado pela parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e o com o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) e recebem apoio da Fiocruz, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os pesquisadores alertam para que sejam mantidos os devidos protocolos para evitar a proliferação do vírus no Estado, que atravessa a fase roxa no contágio da Covid-19. Ressaltam que é imprescindível o uso correto e frequente de máscaras, além da adequada higienização das mãos com álcool em gel e água e sabão.

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