Flamengo bate Emelec no sufoco e segue vivo na Libertadores

alecsandro_emelec_flamengoLutar pela sobrevivência em um momento de caos sempre foi uma tarefa que levou a celebração de heróis. O Flamengo fez, nesta quarta-feira, alguns candidatos ao conseguir se manter vivo na Taça Libertadores. O time venceu por 2 a 1 o Emelec-EQU, em Guayaquil, pelo Grupo 7, e passou a depender apenas de uma vitória simples contra o León-MEX, dia 9, no Maracanã, para garantir sua vaga nas oitavas de final. Alecsandro abriu o placar logo no início, de pênalti, Stracqualursi, também em penalidade, igualou na metade do segundo tempo. Houve muito sufoco, mas o Fla chegou à vitória com Paulinho, nos acréscimos.

– A gente está voltando a ser o Flamengo guerreiro de sempre, lutando até a última bola. Não foi em vão nossa vitória. A gente colocou os pés no chão. Costumava falar da Copa do Brasil, porque fomos campeões. Mas já é passado. Time focou na Libertadores. Valeu por hoje – disse Paulinho, autor do segundo gol.

Desde o início do ano, o Flamengo vem se dividindo entre a Libertadores e o Carioca, evitando poupar jogadores. Assim, viverá um dilema domingo, quando tem pela frente o primeiro jogo da final do estadual, contra o Vasco, no Maracanã. Justamente em um momento no qual convive com uma série de desfalques.

dudu_gremioGrêmio

O palco histórico do bicampeonato de 1995 já trazia boas recordações. E foi na mesma metade de campo do gol de Dinho há 19 anos que o Grêmio decretou a vitória sobre o Atlético Nacional no Atanasio Girardot, na noite desta quarta-feira. Dudu abriu o placar em chute forte, sem chance para o goleiro, aos oito minutos do segundo tempo. E Barcos fez um golaço aos 23. O Grêmio venceu por 2 a 0 na colombiana Medellín, voltou para a liderança do Grupo 6, com 11 pontos, e garantiu a classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores.

A partir de então, o Grêmio inicia a maratona de viagem de volta a Porto Alegre. Embarca no fim da tarde desta quinta-feira, mas desembarcará em solo gaúcho somente no nascer do sol de sexta, por conta das longas e programadas nove horas de percurso. O grupo folga no fim de semana para se preparar para encarar o Nacional, agora o uruguaio, na Arena, pela última rodada da fase de grupos. Um empate com um time eliminado – e que soma apenas um ponto em cinco rodadas – já será suficiente para garantir a primeira colocação.

jefferson_botafogoBotafogo

Se a fase é de crise fora do campo, com a semana marcada pelos protestos dos jogadores por conta de salários atrasados, dentro do estádio o momento foi de apoio. Mas os gritos de “Fogo” que ecoavam da arquibancada não foram suficientes para incendiar um jogo de ataque contra defesa no Maracanã. Na noite desta quarta-feira, o Botafogo não conseguiu furar a retranca do Unión Española. E para piorar, levou um gol de pênalti (duvidoso), de Canales, que deu o placar de 1 a 0 para os visitantes e fez o Alvinegro desperdiçar não só a chance de assegurar a classificação antecipada às oitavas de final da Libertadores, como também garantir a liderança do Grupo 2. Ponta que agora pertence aos chilenos, classificados com nove pontos, dois a mais que os brasileiros. A renda da partida foi de R$ 1.940, 590.

Os 37.495 botafoguenses pagantes (43.293 presentes), que fizeram um lindo mosaico para recepcionar o time com a mensagem “somos um só”, foram embora com a expectativa da noite perfeita frustrada. Agora, o Bota terá que decidir a última vaga da chave contra o San Lorenzo na Argentina, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), no estádio Nuevo Gasómetro. Uma vitória fora de casa garante a classificação. Por outro lado, a derrota significará a eliminação. O empate fará a equipe depender do resultado do jogo do  Independiente del Valle contra o próprio Unión Española, no Santa Laura, no Chile, no mesmo dia e horário. Neste caso, o que não pode aconceter é a vitória dos equatorianos por dois ou mais gols de diferença.

Fonte: GE