Fogo de palha: diante da pressão feita pela cúpula da Segurança Pública, Praças da PM desocupam prédio da Assembleia Legislativa na calada da noite

Polícia Militar pronta 9

Não passou de balão de ensaio – aquele negócio que o sujeito diz que faz, mas não faz – a greve dos Praças da PM. As informações que chegaram hoje cedo ao Radar dão conta de que os policiais militares aquartelados na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) que diziam estar em greve não aguentaram a pressão.

Se de um lado, a cúpula da Segurança Pública colocou nada menos que a Rocam pra cima dos grevistas e ameaçou punir, inclusive com cadeia, os policiais que decidiram cruzar os braços após o governador professor Melo, mais uma vez, não aparecer em reunião com a corporação, por outro lado, teria entrado em cena os já conhecidos “negociadores” do Governo do professor Melo acenando com a possibilidade de uma nova reunião com o governador.

E o resultado é que os policiais militares, pelo que se sabe, foram arregrando e abandonando o posto no acampamento feito no prédio da Aleam.

Abandonados  

E ainda tem Praça da PM que acreditou que assim que a greve fosse deflagrada iam ter junto a tropa a presença de seus representantes no Parlamento estadual, os deputados PMs Cabo Maciel e Platiny Soares. Nesta quarta-feira (14), eles sequer atenderam o celular. Platiny Soares e Cabo Maciel comeram abiu e sumiram. “O deputado (Platiny Soares) não quer nem acordo com esse pessoal (os Praças grevistas). Ele deixa claro que está alinhado com o discurso do governador”, contou uma fonte do Radar ligada ao parlamentar.

E o discurso “engana leso” feito por Platiny Soares da tribuna da Assembleia sobre sua saída da bancada de apoio ao governador professor Melo no Legislativo não passou de ameaça – mais um balão de ensaio – igualzinho a greve dos Praças da PM. (Any Margareth)