Fogo no Quartel de Guarda: policiais se revoltam com “condições sub-humanas” e tocam o terror (ver vídeos)

Num vídeo enviado há poucos minutos ao Radar, aparecem cenas de incêndio, grades sendo arrancadas e homens fugindo por uma janela. Essas cenas são da Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas, na Avenida Margarita, Monte das Oliveiras, também conhecida como Quartel de Guarda, onde ficam policiais presos, condenados ou provisoriamente. Alguns desses policiais teriam ateado fogo na unidade prisional, segundo ele, pelas “condições sub-humanas” que estariam sendo impostas pelo novo comandante do quartel, Capitão PM R. Castro.

“Estão nos tratando pior que bicho. Nos presídios dos vagabundos, os portões abrem às 8hs e todos vão para a quadra – é o chamado banho de sol – e só voltam às 17 hs. E o PM que deu o sangue, que tá preso temporariamente é trancado 24hs, passa semana trancado, que nem criminoso de guerra”, dizem os policiais em mensagens enviadas ao Radar.

Os policiais presos na unidade prisional afirmam que, se está faltando comida nos quartéis da PM, lá no Quartel de Guarda ainda é pior. Eles estariam passando fome. Só têm o que comer quando dão um jeito de fazer cota. “Mas, nem comida, estão deixando entrar”, denunciam.

Essas ordens estariam sendo dadas pelo novo comandante da unidade prisional capitão PM R. Castro. “Pedimos pra falar com ele, mas ele diz que tem que escrever uma carta avisando, 72 horas antes, o motivo da conversa pra ver se ele quer conversar com os internos ou com qualquer um da guarda”, contam os policiais acrescentando: “Vejam a desumanidade que estão fazendo com a gente. Somos seres humanos. Or favor, alguém fale por nós”.

A gota d’água para a revolta dos detentos que atearam fogo na unidade prisional teria sido o capitão proibir a entrada dos familiares dos policiais, sessa quinta-feira (21), em dia de visita. “Até os presos das penitenciárias comuns tão tendo esse direito. Por que nós não?”, questionam.

Eles contam dizem que há policiais presos que, por conta, do que estão passando, já apresentam sérios problemas psicológicos. “Tem colegas nas celas tomando remédio tarja preta, com problemas sérios psicológicos e fazem isso a ponto de surtar e matar um colega de cela”, denunciam. (Any Margareth)