Folha de São Paulo aponta morosidade no julgamento de processos por crimes eleitorais e diz que Melo está “matematicamente cassado”

Melo triste

Em matéria que descreve os processos que pedem a cassação de governadores eleitos em 2014, acusados da prática de crimes eleitorais sob acusações do uso da máquina pública, abuso de poder político e econômico e compra de votos, a Folha de São Paulo cita o caso do governador do Amazonas, José Melo, considerando-o “matematicamente cassado”.

“O governador do Amazonas, José Melo (Pros), por exemplo, está matematicamente cassado por cinco votos a zero no TRE. O julgamento, contudo, ainda não foi concluído após um pedido de vista feito em setembro”, está escrito na matéria. Nota-se que o repórter da Folha de São Paulo se enganou quanto ao mês do julgamento que foi em dezembro, quando houve o pedido de vistas pelo juiz Marcio Rys, o único que ainda falta para manifestar o voto.  “Melo é acusado de, durante a campanha à reeleição, ter feito propaganda institucional em período eleitoral, além de suposta compra de votos”, explica a Folha.

A matéria aponta a morosidade da tramitação dos processos nas cortes eleitorais, um ano após a posse desses governadores. “Dos 13 gestores que são alvo de ações, apenas três foram julgados pelos tribunais regionais eleitorais. Outros 10 sequer foram julgados em primeira instância. A lista inclui Fernando Pimentel (PT-MG), Beto Richa (PSDB-PR) e Marconi Perillo (PSDB-GO). Ainda respondem a ações eleitorais os gestores de Ceará, Piauí, Paraíba, Amazonas, Pará, Amapá e Mato Grosso do Sul”. A Folha determina que “a tramitação dos processos nas cortes tem sido protelada por manobras judiciais e questionamentos das defesas”.

A Folha dá a versão da defesa desses governadores e diz que, no caso do governador do Amazonas, José Melo, não houve resposta. (Any Margareth)