Fonoaudiólogo faz denúncia ao Radar de bullying contra sua filha de 14 anos e acusa direção da escola estadual Zulmira Bittencourt

bullyingAtravés de uma carta, enviada ao Radar por e-mail, a fonoaudiólogo Aurinéia Araújo da Costa, 36 anos, denuncia a direção da escola estadual Zulmira Bittencourt, no bairro de São Jorge que, segundo ela, teria praticado bullying (expressão usada para descrever ato de violência física ou psicológica, ou ambas as coisas, praticado intencionalmente) contra sua filha de 14 anos que estuda naquele estabelecimento de ensino. Para que o Radar seja o mais fiel possível com a denúncia, decidimos reproduzir o e-mail com o teor que nos foi enviado, sem mudar sequer uma palavra:

“A fonoaudióloga Aurinéia Araújo da Costa, 36 anos, informa que sua filha menor D.C.M., de 14 anos de idade, foi vítima de bullying na escola estadual Zulmira Bittencourt, no bairro de São Jorge. Ela informa que na ultima terça feira, 26 de agosto de 2014, por volta de 13h, a menor fora informada pela direção, e equipe pedagógica,  da escola de que deveria entrar em contato com os pais, a fim de que fossem resgatá-la na sala da direção daquela unidade de educação do Estado.

Ocorre que a escola possui contato com genitora da menor, através tanto do telefone, quanto do endereço, entretanto, em vez de informar aos pais, negligenciou em informar do que estava acontecendo, deixando a menor confinada na sala da direção. Entretanto, a menor por motivo desconhecido, mas suspeita-se da pressão advinda da situação, resolveu sair da escola de forma desorientada, em direção incerta e destino ignorado. A genitora da menor só ficou sabendo do ocorrido através de seu filho também menor de idade, de 16 anos, que fora até a escola no horário de sempre, qual seja, ás 17h, quando tomou conhecimento que sua irmã havia desaparecido. Foi quando informou sua mãe do ocorrido.

A genitora tomou conhecimento em seu local de trabalho, indo até a escola saber dos fatos. Na escola, tanto a mãe, quanto seus familiares começaram a procurar a menor, entretanto, não foram autorizados a adentrar na unidade de ensino com a finalidade de procurá-la. Foi quando os familiares se deslocaram até a residência da diretora sendo tão somente informados por esta de que não estava sabendo do que tinha ocorrido, ou seja, nenhuma providência fora tomada, se limitando a dizer desconhecer os fatos.

O que a mãe e familiares protestam é a forma negligenciada com que os graves fatos foram tratados pela escola e sua equipe, tanto pedagógica quanto da direção maior, visto que somente uma professora se sensibilizou com o caso, ajudando a orientar no que havia acontecido. A partir do momento em que a menor desapareceu, os familiares iniciaram as buscas no entorno da escola, porém sem sucesso, e de imediato providenciando cartazes com a foto da menor, procurando divulgar nos meios de comunicação. Após isso, a menor foi localizada, já na manhã desta quarta-feira no interior da embarcação Capitão Antonio que faz viagem para Caapiranga, onde a menor fora resgatada com graves traumas psicológicos advindos dessa negligência da direção da escola.

O fato foi devidamente registrado no 19º distrito policial integrado- 19ºdip, na Ponta Negra e na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, no conjunto Vista Bela. Aurinéia Araújo da Costa”