Fontes do Radar, da polícia, dizem que “parte da polícia” tem mais de uma versão para ataques contra policiais

Fontes da polícia – que não fazem parte de grupos no Whatsapp e nem navegam nas redes sociais – e que transmitiram ao Radar o bilhete, o áudio de rádio da polícia, assim como imagens de dois policiais baleados, do corpo de um suposto bandido na pedra do IML, e informações que utilizamos na matéria intitulada “Crime organizado dá ordem: toca terror na cidade. Três policiais teriam sido mortos (ouvir áudio)” entraram em contato novamente com o Radar dando a entender que dentro da própria polícia haveria mais de uma versão para uma possível “guerra” entre policiais e crime organizado por conta da morte do delegado Oscar Cardoso. Uma das versões veio bem cedo na manhã desse sábado e não foi postada imediatamente no Radar porque, como de costume, praticamente todo final de semana, o Radar sofre com quedas no sinal de internet, que passa horas pra voltar. Este sábado foi mais um desses dias. Ficamos loucos de raiva no Mundo dos Net. A mensagem informava que “o Comando da Corporação diz que as duas ocorrências envolvendo policiais nada tem a ver com retaliação em razão do assassinato do delgado Oscar Cardoso”. O fato de terem ocorrido a noite, em horários próximos, seria mera coincidência. Em mais uma versão sobre os fatos ocorridos na sexta-feira, fonte do Radar, conta uma estória de que eles serviriam de pano de fundo para uma “guerra” muito maior entre grupos criminosos. Uma estória tão medonha que beira o inacreditável e que precisa ser checada para podermos postar no Radar. E, como confiamos nas nossas fontes, que não são de fazer boatos e mexericos, vamos atrás dessa estória! (Any Margareth)

Suprema covardia

E como dissemos anteriormente, o Radar recebeu um farto material, na sexta-feira à noite, sobre as ocorrências envolvendo policiais e supostos bandidos. As imagens, extremamente chocantes dessas pessoas baleadas e mortas, nos sentimos no dever de não publicá-las. Como bem lembrou o jornalista Marcos Santos quando cometemos o erro – aquele momento de leseira que todo mundo sofre um dia – de postar imagem de policial que cometeu suicídio, esse tipo de imagem é a suprema covardia com alguém que já não pode se defender, palavras do colega já falecido, Pena Branca, um exemplo de jornalismo policial a ser seguido.

Comentários

E por falar em mensagens temos recebido umas, através de comentários feitos às matérias do Radar, transmitidas por secretários e assessores da Prefeitura de Coari – ler Adail Pinheiro – em tom de crítica e sarcasmo ao site e a quem escreve as matérias sobre Coari. Postamos todos os comentários, sem problemas, porque afinal, como bem faz entender Ricardo Noblat, em seu livro “A arte de escrever um jornal diário”, quem quer ser amado, ser popular, não vai ser jornalista, não é mesmo? E tem mais, não nos chamando de corruptos e nem de pedófilos, o resto até que pode!