Anúncio

Foragido, ex-prefeito de Coari tem prisão convertida de temporária para preventiva

O ex-prefeito de Coari, Raimundo Magalhães, teve a prisão temporária convertida para prisão preventiva por decisão tomada, nessa última sexta-feira (15), pelo Juiz de direito da Comarca de Coari, Fábio Lopes Alfaia, que deferiu o pedido do Promotor de Justiça Weslei Machado.

“Defiro a representação ministerial e decreto a prisão cautelar preventiva de R.N.A.M., já qualificado nos autos, para fins de conveniência da instrução criminal e de garantia de aplicação da lei penal, convertendo-se a custódia cautelar temporária em preventiva (art. 2º, § 7º, Lei n. 7.960/1989)”, diz a decisão.

Os policiais civis que foram até a casa do ex-prefeito, localizada no bairro Flores, em Manaus, para cumprir o mandado de prisão, busca e apreensão informaram ao Ministério Público do Estado que Magalhães e sua família deixaram a residência às pressas, tanto é que o ar-condicionado do quarto dele ainda estava ligado e com água pingando. Além disse a policia informou que havias sinais de ocultação de provas na residência.

O ex-prefeito de Coari teve prisão temporária decretada pela Justiça do Amazonas, nessa terça-feira (12). A detenção era de cinco dias e poderia ser prorrogada em caso de necessidade ou até convertida em preventiva.

Conforme o juiz, o risco de fuga é fato suficiente para que a prisão seja decretada. “O risco de fuga do paciente do distrito da culpa é motivação suficiente a embasar a manutenção da custódia cautelar, ordenada para garantir a aplicação da lei penal e para assegurar a conveniência da instrumentação criminal”, diz a decisão.

O juiz também afirmou que “Não há que se falar em constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada, com base em elementos concretos dos autos, de risco efetivo de reiteração delitiva, haja vista que o paciente é suspeito também de envolvimento em outros crimes na região, tornando necessária a imposição da medida constritiva para a garantia da ordem pública, diante da real possibilidade de que, solto, volte a delinquir”, disse.