Forças pró-Síria entrarão em Afrin em ‘poucas horas’, diz imprensa

O canal estatal sírio Ikhbariya noticiou nessa segunda-feira (19) que as forças pró-Síria vão entrar na cidade de Afrin em “poucas horas”. A afirmação foi feita pelo canal Ikhbariya, citando um correspondente próprio.

Mais cedo no mesmo dia, o oficial de alto escalão curdo, Badran Jia Kurd, afirmou à agência Reuters que as forças curdas sírias e o governo do país concordaram em instalar tropas do exército sírio ao longo das posições fronteiriças na área de Afrin a fim de conter operação turca, e que os militares pretendem entrar na cidade depois de dois dias da instalação.

“Nós podemos cooperar com qualquer lado que nos ofereça uma mão à luz dos crimes bárbaros e silêncio internacional”, assinalou Jia Kurd. Ele enfatizou também que o acordo firmado é plenamente militar e não inclui medidas políticas. “No que se refere a assuntos políticos e administrativos da região, serão concordados com Damasco em estágios posteriores por meio de negociações diretas ou discussões”, acrescentou.

Na semana passada, o comandante das YPG em Afrin, Rojhat Roj, desmentiu as notícias de que os combatentes curdos teriam firmado acordo com Damasco para instalar tropas sírias na região a fim de repelir forças turcas.

Enquanto isso, outro comandante das YPG, Sipan Hemo, declarou que o exército sírio deveria tomar mais responsabilidade pela defesa de Afrin contra ações da Turquia, descritas como “invasão”, ao apelar para Damasco “enviar imediatamente forças adicionais às regiões fronteiriças com a Turquia”.

Uma fonte familiar da situação comentou à que as Forças Armadas sírias entrarão no território fronteiriço com a Turquia na área de Afrin nos próximos dias.

Em 20 de janeiro, a Turquia iniciou em Afrin a operação militar Ramo de Oliveira, tendo como objetivo eliminar forças das YPG, alegadamente relacionadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que Ancara considera como grupo terrorista. Damasco condenou firmemente a operação militar turca, qualificando-a como violação da soberania do país.

Fonte: Notícias ao Minuto