Fred aponta falta de humildade em vexame da seleção em 2014

O atacante Fred não fugiu do assunto Copa do Mundo durante entrevista para o “SporTV” nesta quinta-feira (7). Falando sobre sua relação com a torcida do Fluminense, clube que defendeu entre 2009 e 2016, o jogador disse ter sido abraçado por ela quando foi “o cone da Copa”.

“Eu fui o cone da Copa. A única, além da minha família, que me abraçou, foi a torcida do Fluminense. Não tem como apagar”, disse Fred, que terminou o Mundial criticado e com apenas um gol marcado.

“Eu sou um bom centroavante e sou muito eficiente dentro da área. E nosso time não estava jogando de forma coletiva, um passando para o outro. E eu sofri mais por causa disso, porque eu necessito totalmente dos meus companheiros. Se eu tivesse drible, velocidade, eu poderia voltar um pouco mais”, prosseguiu sobre a Copa do Mundo.

Entrando no assunto, Fred deu suas impressões sobre a campanha que terminou na eliminação por 7 a 1 para a Alemanha. Para o atacante, faltou um pouco de humildade para o elenco da seleção brasileira.

“Única lembrança marcante que eu tenho daquele dia foi o final do jogo. Não queria ir para a casa, não queria atender ninguém. Não deu para entender o que aconteceu com a gente. Faltou um pouquinho de humildade para gente, inclusive dentro do jogo. Lembro que estava 1 a 0 e todo mundo ‘vamos virar’, 2 a 0 e ‘vamos virar, vamos para cima’. E eu falei: ‘gente, vamos fechar a casinha'”, continuou.

Para Fred, a campanha na Copa das Confederações de uma falsa impressão de que a seleção brasileira poderia reagir na Copa do Mundo. Depois de um início ruim, os comandados de Felipão evoluíram e foram campeões do torneio de 2013 vencendo a Espanha na final por 3 a 0. No Mundial, contudo, a reação não veio.

“Lembro de uma reunião que o Felipão fez em 2013. Eu levantei e falei que a gente tinha que saber sofrer, aí levantou Daniel Alves, Neymar e falaram ‘vamos para cima, somos o Brasil’ e não sei o quê. E a gente passou por cima de todo mundo nas Confederações, mas não pegamos uma Alemanha (na Copa das Confederações)…”, explicou.

“A gente estava com a mesma esperança (das Confederações), que engrenasse. Não engrenou. Quase fomos eliminados contra o Chile”, disse. “Não estava chegando bola para mim. Mas eu estava na esperança de acontecer o que aconteceu na Copa das Confederações. Na hora que o bicho pegar, nós íamos soltar a bola, vai dar tudo certo. Mas não foi”.