Frota denuncia Zambelli à Câmara após deputada invadir CPI da Covid

Deputado Alexandre Frota / Rafaela Felicciano/Metrópoles

Deputado Alexandre Frota / Rafaela Felicciano/Metrópoles

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) denunciou a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) à Corregedoria da Câmara dos Deputados por infração ético disciplinar.

Frota afirma que, nesta quarta-feira (12/5), a deputada invadiu a sessão da CPI da Covid-19 no Senado Federal “de maneira arbitrariamente e agressiva interrompendo os trabalhos de maneira ideológica e radical para salvaguardar o depoimento do Sr. Fabio Wajngarten que estava em andamento o qual começou sob forte tensão.”

Na ocasião, os senadores precisaram interromper a sessão e pedir que Zambelli se retirasse do plenário, “devido ela não ser senadora e nem fazer parte da Comissão”, segundo Frota explica na decisão.

“Essa casa não é a casa da mãe Joana. A Zambelli não está entrando na casa do [presidente Jair] Bolsonaro, onde ela faz o que quiser, a hora que ela bem entender. Ela jamais poderia ter entrado ali para afrontar os senadores e para poder tumultuar a sessão no qual o Fábio Wajngarten estava sendo interrogado”, disse Frota ao Metrópoles.

Segundo o parlamentar, Zambelli foi até à sessão “de caso pensado”. “Porque ela é barraqueira, e faz esse tipo de papel na frente da sociedade para que o Brasil possa ver o desespero desse tipo de gente. Eles estão tão errados e tão incomodados com essa CPI, que escalam a Carla Zambelli para criar esse tipo de confusão”, continuou.

CPI da Covid

A CPI da Covid-19 ouviu, nesta quarta-feira, o ex-secretário de Comunicação do governo Fábio Wajngarten. Em um depoimento que causou tensão no governo federal, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) ameaçou prender Wajngarten.

Segundo o relator, Wajngarten teria mentido à CPI da Covid ao dizer que não tinha conhecimento da existência de um “ministério paralelo”.

“Vossa senhoria é a prova da existência dessa consultoria [paralela] porque iniciou essa negociação, dizendo-se em nome do presidente. É a prova. Vossa excelência é a primeira pessoa que incrimina o presidente da República”, declarou Renan, acrescentando que vai requisitar os áudios à revista.

“Se ele não mentiu, a revista [Veja] vai ter que pedir desculpas. Se ele mentiu, terá desprestigiado e mentido ao Congresso Nacional, o que é um péssimo exemplo. Vou requerer, na forma da legislação processual, a prisão do depoente”, afirmou