Fundão eleitoral: eles dizem que são contra, mas votam a favor!

Esse é mais um daqueles casos, onde fica claro porque tem gente, principalmente da direita bolsonarista, que odeia tanto jornalista. A questão é que nossa existência torna impossível a prática deles de manter o povo na canga – peça de madeira usada pra prender junta de bois a carro ou arado – através da enganação e da mentira.

Quer ver um exemplo? É só avaliar o que está acontecendo no caso desse perrengue do tal do fundo eleitoral, mais conhecido como “fundão”. Bom lembrar que o “fundão” foi criado após ficar proibido o financiamento privado de campanhas eleitorais, ou seja, a partir do momento em que ficou proibido para políticos receberem dinheiro de empresários para bancar suas campanhas e depois devolverem o dinheiro fazendo negócios escusos com recursos públicos.

Mas ninguém podia imaginar que o fundo eleitoral viraria um poço sem fundo de bilhões retirados dos cofres públicos. Naquele estilo de tramitação “relâmpago” e na surdina, como parlamentares sempre fazem quando querem aprovar algo ilegal ou imoral, ou as duas coisas juntas, o aumento do fundo eleitoral que teve apoio dos líderes da base governista, foi inserido no relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Governo Federal para 2022, pelo relator, deputado Juscelino Filho (DEM), às 7h22 de quinta-feira (15). No fim da manhã, o projeto foi aprovado na Comissão Mista de Orçamento (CMO). À tarde, pelos deputados no plenário e no início da noite, pelos senadores – que rapidez, né mesmo?

Mas, nos discursos todo mundo é contra o “fundão”. O filho 03 do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), classificou o fundo eleitoral de “excrescência”, sinônimo de algo como um tumor saliente ou como cocô mesmo. Mas na hora da votação não disse isso não! Votou a favor da tal da “excrescência” caladinho e depois foi tentar se justificar nas redes sociais, com um daqueles lero-lero como se todo mundo fosse gado encangado. Pra azar dele jornalista não faz parte dessa boiada não!

O mesmo aconteceu com o filho 01 de Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro (Patriota), o discurso é um e a prática é outra. E nesse caso, Flavio Bolsonaro já vem com discurso de “engana besta” há muito tempo. Em 2019, ele ajudou a derrubar o veto do próprio papai-presidente da República que limitava o valor do fundão e depois disse nas redes sociais que “se confundiu” na hora da votação – quem acredita nisso deve acreditar também em Mula sem Cabeça e Saci Pererê!

Mas o pior foi ver o presidente Messias Bolsonaro posando de mocinho da história, tratando o povo brasileiro como ignorante – no sentido de ignorar os fatos tá gente? – e desmemoriado. Então relembrando os fatos, o que está acontecendo agora não é novidade, meu povo!

O fundo eleitoral passou para R$ 2 bilhões na proposta orçamentária do Governo de Messias Bolsonaro no ano passado, 2020. E nesse tempo já existia a pregação do presidente Messias contra o fundão e que a tendência era vetar a medida. Mas, fez o contrário, sancionou!

Agora o aumento do fundão eleitoral para quase R$ 6 bilhões também fazia parte do Orçamento para 2022 e também foi aprovado pelo Congresso Nacional, inclusive por seus filhos, aliados, correligionários, xerimbabos e apaniguados… E ele diz que vai vetar também! A sorte está lançada! Façam suas apostas!