Fuzil utilizado no atentado criminoso contra viatura da Polícia Civil em Manaus pode ter sido extraviado do TJAM

O fuzil foi utilizado no dia 6 de janeiro deste ano no ataque criminoso contra uma viatura da Polícia Civil

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Foto: Divulgação

Um fuzil utilizado no ataque criminoso contra uma viatura da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), no dia 7 de janeiro deste ano, nas proximidades do Fórum Henoch Reis, pode ter sido roubado do depósito do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O juiz Luís Alberto Nascimento Albuquerque, lotado na 1.ª Vara Criminal de Manaus, solicitou que a PCAM possa iniciar uma investigação a respeito do caso. No processo, o magistrado alega que o fuzil chegou ao depósito do TJAM no dia 25 de novembro de 2021 e sumiu no dia seguinte. A arma é do tipo T4, da marca Taurus, calibre 556 mm.

Luís Alberto Nascimento também diz que há informações de que as câmeras de segurança do tribunal não conseguiram registrar o desaparecimento da arma.

Segundo o juiz, a descoberta de que a arma não estava nas dependências do TJAM ocorreu quando oficiais de justiça foram ao depósito cumprir um pedido de restituição de bem apreendido, formulado por Adilson Borges dos Santos, que afirmou ser proprietário da arma em questão. O armamento foi apreendido após ser roubado.

Por meio de nota, TJAM informou que todas as providências foram imediatamente tomadas para a devida apuração do caso, criminal e administrativamente.

“Entre as medidas adotadas estão a comunicação oficial, inclusive pelo Juízo da 1.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/TJAM) para apuração, na esfera administrativa, de eventual responsabilidade de servidores da Corte em relação ao caso; e, ainda, à autoridade policial, na esfera criminal, para uma completa investigação e apuração de eventual crime. Por fim, a Presidência do TJAM esclarece, ainda, que em razão da gravidade do fato, tem total interesse de que essas informações sejam apuradas com o máximo rigor”, explicou.

O fuzil utilizado no ataque foi apreendido e apresentado na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas.

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Momento após o ataque — Foto: Divulgação

Relembre o caso

O ataque contra a viatura da PCAM aconteceu no dia 6 de janeiro. Na ocasião, três detentos que estavam indo para audiência de custódia foram fuzilados pelos criminosos. Matheus Danilo Barros Dias, 24, e Antônio Marlon Silva dos Santos, 48, foram as vítimas do atentado.

De acordo com a polícia, Antônio morreu quando estava sendo transferido do Hospital 28 de Agosto, na zona Centro-Sul de Manaus, ao Hospital João Lúcio, na zona Leste da capital. Enquanto isso, Matheus morreu no local do ataque antes da chegada das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Além disso, um terceiro detento identificado como Patrick Regis de Sena, 28, também foi atingido e não corre risco de morte. Ele recebeu atendimento nos hospitais João Lúcio e 28 de Agosto.

No mesmo dia, horas após o ataque criminoso, um homem identificado como Level de Freitas Vilhena, 27, suspeito de participar do ataque, foi preso nas proximidades da rodovia estadual AM-010 pelos policiais do Grupo Fera horas após o atentado.

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Suspeito preso horas após o ataque — Foto: Divulgação

Level possui uma extensa ficha criminal. De acordo com a polícia, ele já foi preso em 2019 por envolvimento em pelo menos cinco homicídios na capital decorrentes de acertos de contas entre facções.

Posicionamento

O Radar Amazônico entrou em contato com a PCAM cobrando um posicionamento a respeito do caso. Em nota, a polícia informou que as armas utilizadas no atentado foram encaminhadas à perícia para serem identificados os respectivos proprietários.

“As diligências em torno do caso seguem em andamento e mais informações não podem ser repassadas”, informou a PCAM.