Geórgia terá recontagem de votos, diz secretário do estado

Imagem: Brandon Bell/Reuters

As autoridades da Geórgia informaram hoje que procederão a uma recontagem dos votos das eleições americanas neste estado, onde o candidato democrata Joe Biden aparece à frente do presidente e candidato à reeleição, Donald Trump, por uma pequena margem.

A legislação estadual da Geórgia prevê que, caso a diferença entre os candidatos seja menor do que 0,5 ponto percentual, é possível pedir a recontagem.

O vencedor na Geórgia conquistará os 16 votos que o estado tem no Colégio Eleitoral, que determina o vencedor da eleição. Segundo projeções de jornais como o The New York Times, Biden tem 253 votos contra 214 de Trump no Colégio Eleitoral. Para vencer, são necessários 270 votos.

Levantamento das 12h30 (de Brasília) mostra que Joe Biden tem 1.579 votos de vantagem sobre o presidente Donald Trump no estado, com 99% dos votos apurados, de acordo com dados da Edison Research.

Segundo uma autoridade eleitoral do Estado, faltam 4.169 cédulas para concluir a apuração na Geórgia, um dos últimos Estados ainda indefinidos na disputa presidencial.

Os funcionários eleitorais locais na Geórgia também podem realizar recontagens em seus condados se acharem que há uma discrepância nos resultados.

Votos de militares

Trump aproveitou o contexto da recontagem para cobrar também supostos votos de militares que, segundo ele, não teriam sido contados. O presidente, que tenta a reeleição, lembrou o caso de 8.900 cédulas que foram enviadas para militares que moram fora dos Estados Unidos e acabaram não voltando.

O presidente, porém, não cita o fato de que o Exército é responsabilidade do seu governo.

Além da Geórgia, Biden assumiu a liderança na Pensilvânia na manhã de hoje. O estado garante 20 delegados no Colégio Eleitoral, o que seria suficiente para a vitória de Biden, segundo projeções da imprensa.