Glaucoma: oftalmologista esclarece sobre prevenção e diagnóstico precoce

Realização de consulta oftalmológica anual é principal forma de prevenção da doença

Na última semana, em homenagem ao Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, a oftalmologista Danielle Carioca, que atua na Policlínica Governador Gilberto Mestrinho, aproveitou a data para detalhar quais fatores de risco são sinais de alerta para a doença e a importância da identificação precoce.

“É esse que está ligado ao fator genético, acomete principalmente pacientes acima de 40 anos que tem os fatores de risco que é herança hereditária. Existem alguns outros tipos de glaucoma secundário a outras doenças, por exemplo, diabetes pode causar um tipo de glaucoma, que é o glaucoma neovascular, existe o glaucoma corticogênico, que é o glaucoma causado pelo uso a longo prazo de corticoide”, detalhou ela.

Vale ressaltar que o glaucoma é uma doença que atinge os olhos, devido uma pressão na região dos olhos e que causa danos ao nervo ôptico, com o mais frequente tipo de glaucoma que atinge os amazonenses sendo o  Glaucoma Primário de Ângulo Aberto, principalmente em adultos, de acordo com a especialista.

A preocupação maior, de acordo com Danielle, ocorre por conta de o glaucoma pode levar até mesmo a uma cegueira, além de ser uma doença que não se manifesta com facilidade. Por conta disso, um exame anual é recomendado. “Muitas vezes a gente consegue fazer o diagnóstico em um simples exame de fundo de olho, que é feito numa consulta básica oftalmológica. Apenas pode ser observado por um médico oftalmologista que tem a capacidade de fazer um bom exame de fundo de olho para avaliar o nervo ótico do paciente e também, como complementar ao exame, a avaliação da pressão intraocular”, enfatizou a médica.

Ela aproveitou também para relembrar a importância da prevenção para evitar problemas maiores na visão. “O objetivo do tratamento é evitar a progressão da doença, que o paciente fique cego. A gente faz um acompanhamento regular com o paciente, dependendo muito do quadro, se é um glaucoma leve, moderado ou avançado. Mas a gente faz acompanhamentos regulares, a cada quatro, seis meses, dependendo do caso. A gente acompanha a pressão intraocular e os exames complementares que vão nos guiar para saber se a doença está sob controle”, finalizou a oftalmologista.

Para início do tratamento de glaucoma no Sistema único de Saúde (SUS), é necessário que o usuário possua um encaminhamento de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou da rede estadual de saúde para que seja direcionado ao especialista. O profissional indicado para o tratamento da doença é o oftalmologista. Unidades como as policlínicas de saúde realizam consultas e acompanhamento da doença nos pacientes, além de clínicas conveniadas, credenciadas pelo SUS.