GNV sobe pela segunda semana consecutiva no Brasil

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O preço do gás natural veicular (GNV) subiu pela segunda semana consecutiva nos postos de combustíveis, segundo o boletim divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, nesta sexta-feira (29). O custo ao consumidor por metro cúbico passou de R$ 4,742 para R$ 4,774, no período compreendido entre 10 e 30 deste mês de abril.

E a tendência é que o valor do gás natural no Brasil aumente ainda mais. Isso porque a Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (29), um reajuste de 19% para as distribuidoras brasileiras a partir deste domingo (1º). A alta ficará vigente pelo menos até o fim de julho, como destacou a estatal em comunicado oficial.

Segundo a companhia, as altas consecutivas são explicadas, principalmente, por dois motivos: encarecimento do valor do Brent do petróleo, padrão que regula o custo da commodity internacionalmente, e a variação cambial, que faz o dólar oscilar. Atualmente, após queda momentânea, a moeda norte-americana voltou a subir e está próxima dos R$ 5.

“O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras e dos postos de revenda do gás natural veicular (GNV) e pelos tributos federais e estaduais”, colocou a estatal.

Na prática, no entanto, o repasse do reajuste para os consumidores brasileiros dependerá da aprovação das tarifas pelas agências reguladoras estaduais. No Rio de Janeiro, por exemplo, a concessionária do serviço afirmou que parte da alta no custo será repassado à população. Nos postos de combustíveis localizados na capital fluminense e na região metropolitana, o custo de revenda aumentará 19,58%.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) afirmou que o aumento no preço do GNV não gerará lucro para as distribuidoras, já que somente o custo de operação será repassado para a população. A entidade também pede medidas que “incentivem o desenvolvimento da infraestrutura do setor e proporcionem mais competitividade para o gás natural no Brasil, em benefício de todos os consumidores”.

Procurada para responder sobre a nota da Abegás, a Petrobras e o governo federal ainda não retornaram.