Golpe: antecipando-se a uma possível posse de Braga no Governo, Josué Neto tenta antecipar eleição da Mesa Diretora da Assembleia

Até mesmo deputados da base aliada do Governo na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) foram pegos de surpresa ao descobrirem que, num projeto de Resolução – esse tipo de matéria é de autoria da Mesa Diretora – que não tinha nada a ver com eleição no Poder Legislativo estadual, mas sim com “a doação de bens móveis inservíveis” para entidades filantrópicas, o deputado-presidente Josué Neto, logicamente com a devida aquiescência dos membros da Mesa Diretora, tentava antecipar as eleições da Casa.

Sabe aquilo que o povo chama de “se fingir de morto pra pegar o coveiro”? – não vamos usar o ditado ao pé da letra porque tem palavrão no meio. Pois foi exatamente o que o deputado Josué Neto e seus parceiros de Mesa Diretora da Aleam fizeram. Solto no meio do texto do projeto de Resolução, como se estivesse sido posto ao acaso, já que não tinha nada a ver com o que é tratado na matéria legislativa, está escrito: “O inciso II da resolução Legislativa nº 469, de 16 de março de 2010, passa a vigorar com a seguinte redação:

Artigo 7 º – apartir do primeiro trimestre da segunda sessão legislativa para o mandato do segundo biênio de cada legislatura, mediante prévia convocação do presidente (ver texto grifado do projeto no final da matéria)

Isso significa que a eleição para o segundo biênio dessa legislatura, ou seja 2017/2018, ocorreria até o final desse mês por convocação prévia de Josué Neto.

O Regimento Interno do Poder Legislativo estadual determina o seguinte:

Artigo 7º – A eleição da Mesa Diretora ocorre

Inciso II – Às quinze horas do dia da última reunião da segunda sessão legislativa para o mandato do segundo biênio da legislatura.

Isso corresponde dizer que à eleição para os dois próximos anos dos cargos da Mesa Diretora da Casa, segundo o Regimento Interno da Casa, deveria acontecer na última reunião plenária do ano.

Golpe

Mas, se o presidente Josué Neto e membros da Mesa Diretora como o cunhado de Artur Neto, deputado Bi Garcia, e o líder do Governo, deputado Davi Almeida, achavam que iam aplicar uma rasteira em outros colegas de Parlamento, principalmente nos aliados de Braga, se enganaram redondamente. Eles descobriram e a reação foi imediata e barulhenta.  Foi descoberto o que vários deputados chamaram de “golpe”. E até parlamentares aliados do Governo como Serafim Correa, Dermilson Chagas e Cabo Maciel se posicionaram contra o que estava sendo feito. Sem falar os membros do PMDB de Braga: “Isso é desespero deles. É um desrespeito até mesmo com os outros parlamentares destaca Casa, não importando se de oposição ou situação. O que eles querem é se perpetuar no Poder, mesmo que tenham que rasgar o regimento desta Casa”, criticou o deputado peemedebista Wanderley Dallas. Diante da reação dos parlamentares, o projeto foi retirado de pauta. (Any Margareth) 

DOC ASSEMBLEIA 1

DOC ASSEMBLEIA 2