Governador começa mudanças no secretariado fazendo escolha por uma pretensa “lealdade” e deixando de lado padrões éticos e morais

Deixando qualquer resquício de hipocrisia de lado, ninguém é santo nesse mundo de pecadores e nem candidato a ser beatificado ou canonizado. Ninguém pode assumir a pose de vestal da moral, ou dizer que não tem erros que possam ser criticados no curso de sua história de vida. Digo isso, porque não pretendo aqui, de forma alguma, fazer um discurso moralista – estou longe desse tipo de caretice – ao falar sobre a escolha do excelentíssimo governador do Estado, professor José Melo, de um senhor de nome Evandor Geber Filho, para diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (AFEAM) que, confesso, nós do Radar tomamos conhecimento através de blogs e sites de outros companheiros de profissão, assim como do currículo – se é que se pode chamar assim – do escolhido para dirigir o órgão. Chegamos a nos espantar, e até duvidar das informações nada auspiciosas sobre a vida pregressa do dito senhor. E, como é costume aqui no Radar, tratamos de checar o que estavam dizendo. E o pior, gente, é que é verdade! (Any Margareth)

Abrigo

O novo diretor-presidente da AFEAM tem uma dívida milionárias (mais de dois milhões) com instituições bancárias, e saiu de fininho de São Paulo após ser processado pelos bancos. Como infelizmente costuma acontecer nesses casos, essas figuras vêm sempre parar na nossa terra, onde sempre encontram abrigo patrocinado por quem detém Poder – se fosse um de nós cidadãos comuns tava era lascado. No caso do Sr. Evandor o abrigo veio do então governador Amazonino que abriu as portas da AFEAM e assim, pelo que se tomou conhecimento, deu asa à cobra – lembram desse dito popular? – já que com isso o tal senhor se sentiu a vontade para subir pisando na cabeça dos outros, desmoralizando outras pessoas, criando picuinhas, investigando a vida alheia, além de outras ações não menos deploráveis. Tanto isso é verdade que é processado por assédio moral.

Moral

O escolhido pelo governador para dirigir um órgão que lida com o nosso dinheiro, que tem acesso a somas altíssimas de dinheiro vivo para fazer empréstimos, já está sendo investigado pelo Banco Central por especular no mercado financeiro exatamente com o dinheiro da AFEAM, na época em que era gerente administrativo.E já que é ele quem vai avalizar empréstimos para os cidadãos do Amazonas, que tal cumprir a obrigação de pagar dívidas contraídas junto às instituições e deixar de ser réu em dois processos no Tribunal de Justiça de São Paulo para não ter que cobrar dos outros uma postura moral que não se tem.

Escolha

Aqui no Radar, ninguém morre de amores pelo Sr. Pedro Falabella, ou o considera o último biscoito do pacote, mas trocá-lo sob a justificativa de uma pretensa falta de lealdade, ou sob acusação de que ele serve a dois senhores, já que é do PMDB de Braga, por alguém com esse histórico, dá um tempo, né? Isso não é nem trocar seis por meia dúzia, é trocar 6 por 0,5 porque Falabella, pelo menos, tem formação para tal cargo. O professor José Melo, agora que está na cadeira de governador, tem todo direito de fazer suas escolhas, mas se vai trocar essa tal de “lealdade” por fracos padrões morais e éticos, que o faça não com o nosso dinheiro, mas com o seu. Com a palavra o Ministério Público, que a gente tá cansado de ver ficar mudo.