Governador faz reuniões de campanha política com policiais militares enquanto cidadãos de Manaus são assaltados e mortos (ver vídeo)

Um vídeo que chegou, nesta terça-feira (26) a noite ao Radar, pelo Whatsapp, provocou indignação em quem enviou, e de igual maneira na turma aqui do site, que também ainda não perdeu a capacidade de se indignar. Enquanto nossos irmãos amazonenses são vítimas de arrastões em terminais de ônibus e assaltos dentro dos coletivos e nas paradas de ônibus. Enquanto nossos filhos não têm direito nem a usar celular, para garantir a tranquilidade de pais e mães que querem manter contato, para não se tornarem alvos fáceis dos ladrões. Enquanto os trabalhadores da nossa terra estão sendo vítimas de assaltos e assassinatos, famílias estão marcadas pelo sofrimento por saber que seus entes queridos foram mortos de forma cruel, sem defesa.

Enquanto tudo isso acontece sem que nossos irmãos tenham a quem pedir socorro (os telefones do Ronda do Bairro só serviram para propaganda do Governo de Omar e Melo em imãs de geladeira), o Chefe de Governo e de Estado – para quem não sabe nos regimes presidencialistas os chefes de Governo também são chefes de Estado – , no nosso caso, o governador José Melo, aquele que tem autoridade (ou deveria ter) sobre a população civil e militar, faz reuniões de campanha política com policiais militares que deveriam estar nas ruas garantindo um direito constitucional que é o de ter segurança, preservando a vida, a integridade moral e física de quem paga seu salário (o de Melo) e dos servidores públicos do estado, inclusive os da área de Segurança.

Gostaríamos de ressaltar que, em nenhum momento, queremos denegrir a imagem dos valorosos homens da Polícia Militar aos quais o Radar defendeu irrestritamente durante o movimento de paralisação da corporação por melhores salários e condições de trabalho, além do direito indiscutível e garantido de promoções por merecimento – inclusive o Radar foi o único site que não insistiu em dar respaldo apenas a versão oficial de que não haveria paralisação.

Mas estamos decepcionados, tristes mesmos, com o fato de que uma luta trabalhista histórica tenha se transformado em um movimento político onde os interesses do povo estão postos de lado em detrimento de interesses individuais e eleitoreiros, tudo isso com a conivência e aquiescência de quem deveria ter pulso, autoridade, e compromisso público, de manter a ordem, a disciplina,  e garantir os direitos dos cidadãos, o Chefe de Governo e de Estado, que aparece no vídeo pedindo votos para o criador do Ronda no Bairro, seu candidato ao Senado, o ex-governador Omar Aziz, e o líder do movimento de paralisação dos praças da PM, Platiny Soares, que no dia do movimento grevista bradou num microfone de um carro de som que “o movimento nada tinha a ver com política e que ele já tinha dito isso ao governador”. Nós, do Radar, acreditamos! (Ver vídeo) (Any Margareth)