Governador lança aplicativo, pro usuário do sistema de saúde saber que não tem aquilo que o governo insiste que tem

Saúde sem sistemaMesmo com todas as denúncias de redução nos atendimentos médicos nas unidades de saúde, falta de medicamentos e até material cirúrgico, hospitais na capital e principalmente no interior sem equipamentos, o governador do Estado, professor José Melo, decidiu lançar um aplicativo (app) “Saúde Amazonas” que (diz que) “vai auxiliar o usuário a encontrar o tipo de unidade de saúde mais apropriada para atendê-lo e as opções mais próximas de sua residência. O lançamento do aplicativo pelo governador está sendo realizado nesta terça-feira (08), às 9hs, no auditório da sede do Governo, na compensa.

Segundo informações do Governo, a ferramenta teria sido idealizada pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), “como parte das ações destinadas a reorganizar o fluxo de atendimento nas unidades da rede (de saúde pública)”. Vale lembrar que a Susam é comandada pelo secretário Pedro Elias, o mesmo que já foi convocado mil vezes por deputados da Assembleia Legislativa para ir a plenário explicar as deficiências na saúde do Estado, mas não vai nem amarrado, só vai se for na comissão de Saúde do Nicolau! Ou seja, se você já não encontrava respostas para seu problema de saúde com o gestor da saúde do Estado, agora mesmo é que não vai encontrar, vai ter que “falar” com o seu celular, computador ou tablete, isso se você tiver um!

E o nosso Radar, antenado como sempre, foi logo perguntando: Será que o aplicativo vai encontrar um neurologista ou um cardiologista para os pacientes que peregrinam meses pelos hospitais sem achar esses especialistas? Também será que o “app” vai mostrar pro nosso povo lá do interior onde encontrar um exame que não consegue fazer, ou uma UTI neonatal para um bebê não morrer? E já que estamos no Dia Internacional da Mulher, será que o “app” vai dizer para as amigas do Radar onde fazem uma mamografia com mais rapidez porque apareceu um caroço no seio e elas nem dormem de preocupação? E o “app” vai conseguir mostrar onde se faz uma tomografia? E dá pro “app” ver uma ressonância magnética pra um paciente que está tendo que pagar R$ 1.300,00 pelo exame? E os medicamentos dos pacientes com câncer, estão no “app”. Ou será que os pacientes do Amazonas vão continuar indo pra “pqp” – não precisa nem traduzir o que é essa sigla, né gente?

E, imagina, alguém como uma dor terrível e ainda tendo que ver pela frente que o aplicativo está sem sistema, igualzinho o tal do Sisreg, sistema de marcação de consultas e exames da Susam, onde o cidadão, muitas vezes, tem que ouvir das atendentes que ele está fora do ar! (Any Margareth)