Governo Bolsonaro paga influenciadores para defender uso do ‘kit covid’

AgNews

Uma investigação sobre os gastos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), envolvendo influenciadores caiu como uma bomba na imprensa e dominou as redes sociais.

De acordo com a Agência Pública, o governo gastou mais de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos para pagar ações de marketing de influenciadores digitais a favor de um suposto ‘Atendimento Precoce’, no qual Bolsonaro vem defendendo com o uso de medicamentos sem comprovação científica na eficácia para o tratamento do novo coronavírus.

De acordo com documentos obtidos pela Agência, a ex-BBB Flávia Viana recebeu, sozinha, R$ 11,5 mil, da Secom para participar da campanha. Os influenciadores João Zoli, Jéssika Taynara e Pam Puertas também participaram da ação e fizeram cada um post no feed e seis stories —todos no Instagram— falando sobre o assunto.

Após os vazamentos das informações e as duras críticas nas redes sociais ao influenciadores, Flávia Viana decidiu comentar o caso e afirmou que participou da ação, mas a intenção dela era falar sobre a prevenção da doença ao indicar um ‘Atendimento Precoce’, que não estava indicando medicamento. Jéssika Taynara também fez a mesma afirmação e disse que não iria indicar cloroquina ou ivermectina para tratamento da Covid-19.

Nas redes sociais, as explicações das influenciadoras parece não ter convencido os internautas: “Como elas dizem que achavam que ‘atendimento precoce’ era sobre pessoas doentes procurarem o médico, mas como você vai ao hospital sem estar com a doença?”, “Estamos há meses escutando Bolsonaro falar em tratamento precoce e atendimento precoce, dá a galera faz propagando sobre isso e diz que não sabia? Que achava que era outra coisa?” e “É complicado julgar as pessoas e elas poderiam nem saber do ‘kit covid’ que o governo insiste em enfiar no povo, mas só de fazer um propaganda para esse governo negacionista já seria estranho”, foram alguns comentários.

João Zoli e Pam Puertas ainda não comentaram o caso.