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Governo de Wilson entra em colapso

Pouco mais de quatro meses depois de assumir o governo,  Wilson Lima (PSC) consegue mais um recorde na administração estadual: ultrapassou o limite de gastos com pessoal na máquina pública, descumprindo a legislação e causando um colapso no Executivo estadual.

Falta de aviso não foi: em dezembro, antes mesmo de assumir  o cargo, Wilson foi alertado por sua própria comissão de transição dos gastos exorbitantes com a folha de pessoal do Estado.

Vale lembrar que Wilson foi eleito com a promessa de que diminuiria o “cabidezão” de empregos, cortaria gastos e reduziria as secretarias. Quase cinco meses depois de assumir o Governo, pouco foi feito- para não dizer quase nada não é meu povo?

Além de não ouvir os membros da Comissão de Transição – que hoje compõem o staff de primeira hora do Governo como secretários, assessores, etc – Wilson também fez ‘ouvido de mercador’ para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em fevereiro, o TCE emitiu um alerta ao Governo dizendo que o Estado estava prestes a ultrapassar limite de gastos com pessoal.

De acordo o Tribunal, no fim de 2018 e início deste ano, o Estado gastava mais de R$ 6,3 bilhões, ou seja, 48,33 % do orçamento com pessoal, quando a legislação diz que o teto máximo para gastos é de 49%.

Ao invés de apertar os cintos, reduzir gastos com pessoal (exonerando os secretários executivos, por exemplo, ou cargos comissionados) ou até mesmo determinando a suspensão de novas nomeações, o Governo de Wilson fez o inverso: autorizou, entre outros, a criação de cinco grupos de trabalho na Seduc com 46 servidores ao custo de, pelo menos, R$ 2,5 milhões por ano e na Susam com o pagamento de 23 servidores que custarão R$ 1 milhão por ano.

A tragédia anunciada chegou: na última quinta-feira (9), o TCE emitiu um segundo alerta, mas dessa vez afirmando que o Estado ultrapassou o limite de gastos com pessoal e já comprometeu 50,98% do orçamento (R$ 67,9 milhões) com o pagamento dos servidores. O Estado entrou em colapso, gente! (Veja o alerta no fim do texto)

Sabe qual o resultado disso? Nada de reajuste ou vantagens para professores ou qualquer outra categoria.

A solução é simples, Wilson: exonera os cargos comissionados, principalmente aqueles que não aparecem para trabalhar, corta da folha de pagamento os amigos, correligionários, xerimbabos e apaniguados que foram colocados nos tais “cargos estratégicos” do Governo ,ou pelo menos extingue os grupos de trabalho que já fazem o que as Secretarias deveriam estar fazendo. Esse é um remédio amargo, mas tem que ser usado porque estamos em colapso, antes que entremos numa crise sem precedentes na história desse Estado.

Leia o Alerta emitido pelo TCE-AM.