Governo de Wilson Lima rachado em “mil pedaços”

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Como o nosso Radar costuma captar até pensamentos e intenções, as tramas pelo poder dentro do Executivo estadual, dão a entender que o governo do Estado está rachado. E , pelo que parece, rachado em “mil pedaços”! Aqui não está se falando apenas do governador Wilson Lima e do vice, Carlos Almeida, mas de muita gente que gira em torno deles, desde a sede do governo até o Poder Legislativo.

Wilson Lima, desde que foi eleito, faz perigosamente o que a gente chama de “dormir com o inimigo”. Cometeu o mesmo erro de governos anteriores, como o de José Melo, por exemplo, e deixou se entranhar no Executivo gente que faz tudo pelo poder e pelos benefícios que advêm dele. Agora, dois grupos se digladiam no governo, um é encabeçado por um ex-governador e atual senador da República que só tem em mente refazer sua trajetória política, melhorar sua imagem de homem público e salvar seu mandato – até porque é muito perigoso ficar sem mandato.

O outro grupo é chefiado por um empresário da área de Comunicação que age como se ele tivesse ganho a eleição sozinho e Wilson Lima, ex-apresentador de um programa em sua emissora de TV, agora governador do Estado, fosse apenas uma figura decorativa que, em tempo propício – para o tal empresário, logicamente – será descartada. O poder para ele (empresário) serve principalmente para tirar suas empresas de situação falimentar na qual se encontravam. Não que exercer o poder, beneficiar amigos e parentes e derrubar desafetos de cargos de mando, não tenha um gosto especial, já que ele (empresário) acredita piamente que é o governador de fato, que manda no governador de direito, no caso Wilson Lima que tem o diploma do TRE e a caneta, mas parece não lembrar disso.

E o senador e o empresário, os chefes desses respectivos grupos, têm ao seu lado seus escudeiros, seus futriqueiros, seus aliados, seus apaninguados, xerimbabos e coisas do gênero, que vivem fazendo provocações, criando desavenças, implantando a guerra pra ganhar espaço e dinheiro, mesmo que isso signifique despedaçar o governo.

Como se não bastasse esses dois grupos medindo diariamente poder de mando, trocando chumbo grosso um contra o outro, e ferindo de morte a administração de Wilson Lima, que sempre é atingida no meio dessa guerra, ainda tem o mesmo rachacha na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), que todo mundo sabe mas, por algum motivo, ninguém fala – mas euzinha aqui não tenho segredos para os meus amadinhos seguidores do Radar!

Um grupo de deputados pende mais para o lado de Wilson Lima e outro é mais próximo de Carlos Almeida. Isso porque, tem gente que acha que vai se livrar do “naufrágio” desse governo usando o “bote salva-vidas” do vice-governador para não “afundar”. E o tal “bote salva vidas”, que Carlos Almeida pretende usar é o fato de não haver jurisprudência anterior no País – pelo menos eu nunca ouvi falar – sobre a cassação pelo Poder Legislativo de um vice junto com o Chefe do Executivo. Já vimos esses casos acontecerem apenas pelas Cortes eleitorais.

Vale destacar que o rito processual que está sendo usado para o impeachment do governador, segundo o que é dito pela própria Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), é dos presidentes Dilma Rousseff e Fernando Collor de Mello e, em ambos do caso, o vice assumiu o governo.

E, no “bote salva vidas” do vice que vira titular, é que certos deputados pretendem entrar. Para garantir que esse “bote” exista, Carlos Almeida já estaria até se articulando juridicamente lá por Brasília.

E a cada momento o Governo de Wilson Lima vai ficando mais rachado e cheio de cacos tão pequenos, muito difíceis de juntar e ainda mais de colar.