Governo decreta estado de calamidade pública e restringe comércio no AM 

Foto: reprodução/Facebook

Diante da pandemia do novo coronavírus, o Governo do Amazonas decretou estado de calamidade pública, que pode durar até 180 dias. O anúncio foi feito pelo governador Wilson Lima, durante uma live realizada nessa segunda-feira (23), na página oficial do Executivo para tratar sobre os novos decretos e novas medidas econômicas em decorrência da crise da doença. 

Entre as providências que constam no decreto refere-se ao fechamento de estabelecimentos comerciais no estado, com exceção de serviços essenciais como supermercados, padarias, açougue e farmácias.

Também estão suspensas as atividades de clínicas e consultórios médicos, odontológicos e veterinários, com exceção de atendimentos de urgência e emergência. Referente o Distrito Industrial, seguem as regras que são estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e também orientadas pela Fundação de Vigilância em Saúde, sobre condutas que são  estabelecidas nesses estabelecimentos, sobre higiene, monitoramento. 

O decreto estabeleceu, ainda, que todo o serviço do Governo do Estado será feita por home office, salvo os serviços essenciais como saúde e segurança pública. 

Mais medidas

O governador também anunciou a pesquisa e testes para verificar a eficácia do medicamento Cloroquina contra a doença Covid-19 em pacientes internados em estado grave, no Hospital e Pronto Socorro no Delphina Aziz. Horas antes, o Radar publicou com exclusividade a matéria – Pesquisadores do Amazonas são os primeiros do País a testar medicamento em pacientes graves de Covid-19 (ver vídeo)

Outras medidas que constam no decreto também estabelece o  Procon-Amazonas determine que as concessionárias de energia elétrica, água, internet estendam o prazo de pagamento aos clientes e que não seja interrompido o serviço por inadimplência. 

Além disso, será destinado nos próximos dias uma linha de crédito de R$ 40 milhões para micro, pequenas e médias empresas, e de auxílio de R$ 200 para 50 mil famílias em vulnerabilidade.

Wilson Lima anunciou, ainda, a criação do Fundo de Combate à Epidemias para também atender famílias carentes.