Governo determina retorno às aulas mesmo com escola em péssimas condições, denunciam professores de São Sebastião de Uatumã

Forro da escola de tempo integral São Sebastião desabando

O Radar recebeu uma denúncia sobre as péssimas condições da Escola Estadual de Tempo Integral São Sebastião, situada no município de São Sebastião de Uatumã (distante 246 km de Manaus). As imagens enviadas à redação mostram salas de aulas com o forro desmoronando e até piso com poças d’água.

De acordo com o denunciante, a escola não tem álcool em gel, sabonete líquido, e ainda não recebeu merenda. Apesar de todas essas falhas na estrutura e segurança sanitária, o Governo do Amazonas ainda insiste em retornar às aulas semipresenciais na próxima segunda-feira (24), e a previsão da vacinação contra a Covid-19 para o corpo docente é somente para a próxima quarta-feira (26), e a segunda dose será aplicada no mês de agosto. Mesmo assim, os professores estão sendo forçados a retornar às aulas presenciais.

“Estão nos sacrificando na verdade, nós estamos com medo porque estamos indo para o abate, para um matadouro, é dessa forma que estamos nos sentindo. Sem vacina é um risco tremendo pra nossa vida, e mesmo lutando pela nossa vida estamos sendo ameaçados pelo Governo, pelos nos superiores”, disse o denunciante.

No município vários professores contraíram a Covid-19 e ainda fazem tratamento devido as sequelas que a doença deixou.

A escola também precisa de uma reforma no telhado de duas salas de aula e no depósito de merenda, além da manutenção em 14 aparelhos de ares-condicionado e na sala de aula pedagógica.

“Os ares-condicionados eles disparam devido ao aquecimento e depois de uma hora eles param de funcionar. A fossa está caindo e não tem como utilizar os banheiros”, disse a denunciante.

Ameaças de demissão

O professor que não aceitar dar aulas em uma escola com o forro desabando e com o risco de contrair a Covid-19,  ainda corre o risco de ser demitido, é o que relata o  denunciante.

“Eles ameaçam de enviar nossa faltas se a gente não voltar, e já disseram que vão tomar todas as medidas administrativas para os professores que não voltarem para sala de aula”, disse.

O Radar entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para questionar porquê os professores estão sendo ameaçados e quando fará as reformas necessárias na unidade de ensino, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.