Governo Dilma não pode “arrochar o povo” trazendo de volta a CPMF, diz Belarmino Lins

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Para o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), deputado Belarmino Lins (PMDB), o governo Dilma Rousseff não pode “arrochar o povo” a partir do retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) e como forma de garantir a meta de superávit primário de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Em outros tempos, disse o parlamentar, o Governo Federal prometeu que o imposto seria provisório e não duraria mais do que quatro anos. Na verdade, a Contribuição, que injetou nos cofres federais mais de R$ 222 bilhões, durou dez anos e exigiu que o Senado a derrubasse em 2007.

“Particularmente, sou contra a CPMF e entendo que, a propósito de qualquer tipo de desmando na economia, não se pode querer transferir ônus, e se fazer ressarcir, através de punição à população. Isso já foi feito no passado recente quando os brasileiros contribuíram para a CPMF e se deram mal”, disparou Belão, fazendo questão de enfatizar o desvio de finalidade da CPMF no passado.

“Qual foi o objetivo dessa Contribuição anteriormente ? Diziam que era fortalecer as ações de saúde. No entanto, com o tempo, começaram a desviar os recursos da saúde para outras atividades e financiar outros programas. A saúde ficou com a menor parte do bolo”, criticou o deputado, confessando-se totalmente contrário ao imposto.

Consciente de que a CPMF afetará drasticamente a população, Belarmino a rejeita, afirmando que o imposto não é a melhor saída para a crise financeira vivida pelo País. “Hoje, com tantos desmandos e uma economia frustrada do Governo Federal, ou ainda para cobrir déficits de má gestão, querem passar todos os ônus para o povo contribuinte. Sou contra isso e estou disposto a ir para as trincheiras defender o povo. O governo deveria fazer como fez a nossa ALEAM, que cortou contratos de aeronaves para os deputados viajarem e restringiu diárias, o governo tem que fazer seu dever de casa”, completou.