Governo do Estado corta aonde deveria priorizar, afirma Castro

LUIZ-CASTRO
A demissão de agentes de endemias da Fundação de Vigilância Sanitária do Estado do Amazonas (FVS-AM) é uma miopia do governo do Estado. Esta é a opinião do deputado estadual Luiz Castro (PPS) sobre a demissão, sem justificativa, de 472 servidores do órgão.
“Parece que o governo escolheu priorizar os cortes de gastos onde há mais necessidade de mantê-los”, afirmou o parlamentar, referindo-se também ao aniquilamento da Secretara de Estado de Meio Ambiente (SDS), que teve seu orçamento reduzido em 88% este ano.
O agente de endemias, José Nilson Lopes, foi afastado depois de 12 anos de trabalho. “O governador precisa compreender que não somos gastos para o Estado, e sim economia. Quanto se paga em saúde com pessoas infectadas pela dengue, por exemplo?”, questionou.
Lopes explicou a legalidade do emprego na FVS. Segundo o representante da categoria, a Legislação diz que quem entra por processo seletivo antes do concurso público e/ou está atuando no serviço não pode ser demitido.
‘Governador míope’
De acordo com Luiz Castro, quando Fernando Collor assumiu a Presidência da República, o então presidente extinguiu a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam). O resultado foi um surto de malária que acometeu milhares pessoas do interior da Amazônia.
“A mesma miopia está acontecendo com o governador José Melo, demitindo agentes de endemias que deveriam ser preservados e valorizados. Estes servidores são essenciais na saúde pública, ainda mais em um momento tão difícil que o Brasil atravessa”, frisou.