Governo lista serviços que reabrem a partir de 1º de junho; cronograma de reabertura segue até agosto (Veja aqui)

A reabertura gradual do comércio e demais serviços no Amazonas, especialmente em Manaus, será realizada entre 1º de junho e o início de agosto, segundo documento encaminhado ao Radar na tarde desta quarta-feira (27). (Veja o calendário no fim da matéria e o documento na íntegra)

O cronograma foi divulgado pelo Governo do Amazonas na noite desta quarta, em uma coletiva de imprensa com o governador Wilson Lima. Pela manhã, durante o lançamento das obras no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, ele já confirmou que autorizará a reabertura gradual do comércio e demais atividades não essenciais no Amazonas a partir do dia 1º de junho, com exceção as atividades que envolvam grupos de risco.

Durante a coletiva de imprensa, a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Pinto disse que a abertura das atividades comerciais foi definida por um comitê do governo formado por pessoas da área da saúde, planejamento, economia, serviços e comércio.

“Temos um comitê onde nós temos participantes da área de saúde, planejamento, econômica, serviços e comércio. Todos temos um pacto e a necessidade de mobilizar a população, porque os empreendimentos têm a sua responsabilidade nesse pacto, que é aderir as normas que estão sendo colocadas”, disse Rosemary.

Porém, apesar da FVS ter desenvolvido uma matriz que melhorou a capacidade de acompanhamento dos casos de covid-19 no Estado, segundo Rosemary Pinto, ainda há possibilidade de um novo pico, se não houver conscientização da população de seguir as orientações.

“Se tiver retrocesso, medidas colocadas serão interrompidas. O risco é todos nós voltarmos para dentro de casa. É um risco real porque depende muito do comportamento de todos nós”, afirmou.

Segundo o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Jório Veiga, os ciclos do cronograma são definidos a cada 15 dias e será feita uma avaliação dos resultados para decidir se continuarão ou não com o prosseguimento da abertura do comércio. “Nossos ciclos são determinados a cada 15 dias. As ações são avaliadas e determinadas para poder prosseguirmos para o próximo ciclo. Por isso, é importante a participação de cada um de nós”, reiterou.

De acordo com o documento que o Radar teve acesso com exclusividade, a partir do dia 1º de junho abrirão:

  • Igrejas e templos (30% de ocupação, com algumas restrições)
  • Lojas de artigos esportivos e bicicletas (venda e reparo)
  • Lojas de artigos para casa
  • Lojas de vestuário, acessórios e calçados
  • Lojas de móveis e colchões
  • Atendimento presencial, médico e odontológico, sujeito a agendamento prévio
  • Joalherias e relojoarias
  • Comércio de artigos médicos e ortopédicos
  • Serviços de publicidade e afins
  • Petshops
  • Lojas de variedades
  • Agências de turismo
  • Concessionárias e revendas de veículos em geral
  • Óticas
  • Serviços públicos essenciais, preferencialmente com agendamento prévio
  • Floriculturas
  • Bancas de revista em logradouros públicos

Segundo o documento, a partir de 15 de junho, a depender, entre outros, do número de novos infectados pela covid-19 e o número de leitos disponíveis na rede pública de saúde, devem reabrir:

  • Lojas de informática, comunicação, telefonia e materiais e equipamentos fotográficos
  • Lojas de brinquedos
  • Livrarias e Papelarias
  • Lojas de departamentos e magazines
  • Restaurantes, cafés, padarias e fast-food, para consumo no local
  • Comércio de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal
  • Lojas de eletrodomésticos, áudio e vídeo
  • Comércio de animais vivos
  • Comércio de bijuterias e semi-joias
  • Comércio especializado de instrumentos musicais e acessórios
  • Comércio de equipamentos de escritório
  • Escritórios Contábeis
  • Escritórios de Imobiliárias (Stands de venda, não)
  • Assistência Técnica de eletrônicos, eletrodomésticos e demais itens
  • Bancas de jornais e revistas em espaços internos

Bares, lojas de artesanatos e souvenires; cabelereiros, barbearias e outras atividades de tratamento de estética e beleza; comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes; academias e similares; comércio varejista de artigos de caça, pesca e camping; comércio de objetos de arte; comércio de fogos de artifício e artigos pirotécnicos; comércio varejista de armas e munições; feiras livres; stands de vendas de imobiliárias; reabertura dos parques públicos, aparelhos urbanos e visitas a atrações turísticas devem reabrir, inicialmente, apenas em 29 de junho, mas sem pessoas do grupo de risco.

A fase final da reabertura gradual do comércio e demais serviços iniciará no dia 6 de julho com a reabertura das demais atividades não contempladas nas fases iniciais do cronograma, além de creches, escolas e universidades ( a rede municipal, estadual e federal terão cronogramas específicos) e cinemas (com capacidade máxima de 50%).

A reabertura total das atividades no Amazonas, com autorização de funcionamento de bares, boates, casas de shows e demais eventos a partir do mês de agosto, em data ainda a ser confirmada.

Veja o cronograma

Veja o documento na íntegra.