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Governo pagará 122% mais caro a instituto denunciado por fraude para administrar o Delphina Aziz

No Governo do novo, onde o cabidezão de emprego do governo velho já virou foi um closet de tanta gente e todos contratos custam bem mais caros que nos governos anteriores – cadê o discurso de campanha de corte de 30% nos contratos porque os velhos governos gastavam muito e mal? – lá vem mais um contrato com valor a mais de milhões dos cofres públicos. No governo de Wilson Lima, a gestão de um mesmo hospital custará, misteriosamente, R$ 83,4 milhões a mais aos cofres públicos.

É isso mesmo meu povo! O Hospital Delphina Aziz, também chamado de hospital da Zona Norte, aquele que foi inaugurado pelo ex-governador, cassado por corrupção eleitoral e preso por desviar dinheiro da saúde, José Melo, apenas pra servir de moeda de troca em período eleitoral, vai ser entregue com uma estrutura e equipamentos de primeiro mundo pagos pelo nosso bolso, para um instituto investigado em vários Estados e ainda vamos ter que pagar R$ 83 milhões a mais que o contrato anterior. Governos anteriores pagavam R$ 68 milhões por ano ao Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed).

No Governo de Wilson, os R$ 68 milhões ao Imed mais do que se multiplicaram e se transformaram em R$ 151.466.308,40 (quinze milhões, quatrocentos e sessenta e seis mil, trezentos e oito reais e quarenta centavos), mas agora pagos ao Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) que terá a missão de fazer a mesma coisa: cuidar da gestão do Hospital Delphina Aziz. O aumento corresponde a 122,74% para o pagamento dos mesmos serviços.

O tal Instituto, que já é todo enrolado em São Paulo, Taubaté e no Paraná acusado de receber dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) por procedimentos médicos e hospitalares e não fazê-los, por irregularidades em licitação e por má prestação dos serviços, será o responsável pela gestão não só do Delphina Aziz, mas também da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales ao preço de R$ 172,1 milhões por ano. (Veja o extrato do contrato no fim da matéria)

Ou seja, o tal Instituto mais enrolado que papel higiênico não vai ter que colocar um prego numa barra de sabão pra ganhar R$ 172,1 milhões dos cofres públicos pra administrar um hospital e uma UPA que custou o nosso dinheiro. E é o governo do novo que ia gastar menos e gastar bem o nosso dinheiro?

O novo contrato foi assinado pelo vice-governador e secretário de Estado da Saúde, o defensor público Carlos Alberto Almeida, que antes questionava os altos valores pagos pelo governo velho.

Para justificar os 122% a mais pagos ao INDSH, a Susam disse que no contrato antigo estavam inclusos apenas a gestão do Pronto Socorro e do Centro de Diagnóstico. Ou seja, pela bagatela de R$ 83,4 milhões a mais, a Governo do Novo jura de pé junto que o tal instituto diz que “transformará o Delphina Aziz em um local especializado em cirurgias e transplantes, formando, junto com a UPA Campos Sales, o “Complexo da Zona Norte”

Então tá! Se na época em que o Governo velho pagava R$ 68 milhões ao Imed os Ministérios Públicos de Contas (MPC) e do Estado (MPE) e até Tribunal de Contas (TCE) questionaram o valor e a quarterização dos serviços, vamos ver se agora eles acham correto o Governo do novo pagar valores que chegam a R$ 172,1 milhões.

Veja o extrato na íntegra.