Governo quer acabar com promoções de PMs por tempo de serviço; policiais se mobilizam contra

O Comando da Polícia Militar na Comissão de Promoção de Praças (CPP), apresentou um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), pedindo a extinção do ‘Quadro Especial da PM’ que contempla as turmas dos anos 97, 99, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2011 e acaba com qualquer chance de promoção por tempo de serviço na carreira desses policiais. Os presidentes das associações de policiais e bombeiros militares do Amazonas se negaram, na tarde dessa terça-feira (20), a assinar o parecer e prometeram uma grande mobilização da categoria.

De acordo com o presidente da Associação de Praças do Estado do Amazonas, Gerson Feitosa, o parecer da PGE traz inúmeros prejuízos à categoria que, segundo ele, tem direito a promoção amparado em lei.

“Esse parecer invalida uma lei que passou por um processo legal proposto pelo governo do Estado através da Casa Civil em 2014 e que teve dotação orçamentária. A PGE constrói um parecer afirmando o contrário da lei e dizendo que ela é inconstitucional, jogando fora todo o trabalho da Assembleia Legislativa. Resumindo, eles estão voltando a realidade de 2014, o policial trabalhava por 30 anos e ficava como soldado”, disse.

Ele ressaltou que todas as associações estão em comum acordo para não assinar o parecer e a ata de 2016, para que ninguém seja prejudicado. “Nenhuma promoção vai passar enquanto as assinaturas não forem dadas. Se assinássemos a ata, estaríamos concordando que policias que estão há 30 anos no serviço não sejam promovidos e não vamos fazer isso. O Estado não pode praticar essa injustiça”, afirmou, ressaltando que a categoria vai até as últimas consequências pelos seus direitos.

“Vamos trabalhar com uma mobilização gigantesca da Policia Militar. Vamos até as últimas consequências contra o Governo, contra quem quer que seja”, pontuou.