Grávida de 7 meses morre em hospital do Hapvida e família aponta negligência

Após ter sido internada no Hospital Rio Amazonas, da rede Hapvida, e ser mal atendida, segundo familiares, uma mulher identificada como sendo a grávida de 7 meses Márcia Dayana Cabral, de 38 anos, morreu durante um procedimento pós-parto. Diante disto, familiares da vítima denunciam a unidade hospitalar, que fica localizada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, pela demora no atendimento médico à paciente.

De acordo com uma amiga da vítima, a enfermeira Arlene Rocha, de 37 anos, Márcia deu entrada no hospital por volta da meia-noite dessa quinta-feira (17), mas só foi atendida cinco horas depois. “A Márcia perdeu uma grande quantidade de líquido amniótico, o que acabou ajudando para a morte do bebê. Ela deu entrada às 5h e estava com 7 meses de gestação. Um absurdo. Ela e o bebê poderiam estar vivos mas como os médicos daquele hospital são despreparados, o pior acabou acontecendo”, disse.

Ainda segundo a amiga, Márcia até chegou a ser internada no sábado (12), mas foi liberada pelos médicos do Rio Amazonas na madrugada do domingo (13). Até que nessa quarta-feira (16), voltou a sentir fortes dores devido sangramentos. “Ela ainda deu entrada na unidade hospitalar por volta de 12h30 dessa quarta, com uma hemorragia intensa, mas só conseguiu ser atendida por volta das 14h, sempre com o hospital demorando. Um hospital de uma rede privada que não possui estrutura suficiente, que não tem uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) é um absurdo, e outra coisa, os médicos não se sensibilizam com a situação. Não têm compaixão e nem empatia com o paciente”, alegou a amiga.

A denunciante explica ainda que, para tentar abafar e minimizar a situação, durante toda a problemática, Márcia foi levada para o Hospital Rio Negro, também do Hapvida, para que o assunto não ficasse em evidencia na mídia.

O corpo de Márcia foi velado na Funerária São Francisco, ao lado do Terminal 2, na avenida Carvalho Leal, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. Já o sepultamento aconteceu por volta das 15h, no Cemitério São Francisco, no Morro da Liberdade, mesma zona.

Posicionamentos

Após a situação, no início da noite desta quinta, o Radar Amazônico entrou em contato com o diretor do Hospital Rio Negro, Dr. Luiz Saraiva, mas o mesmo foi breve durante o telefone. “Não podemos dar detalhes sobre a morte dessa paciente”, explicou por telefone.

Uma outra fonte ouvida pela reportagem e que atua no Hospital Rio Amazonas, e que preferiu não se identificar, disse que toda a chefia do Hapvida, em Manaus, estava na noite de quinta, reunida no Hospital Rio Amazonas para tentar abafar ainda mais a situação.

Ainda assim a equipe de reportagem do Radar entrou em contato com a assessoria do Hapvida em Manaus, para saber mais detalhes sobre o caso, mas até a publicação desta matéria, aguarda retorno.