Grupos folclóricos apelam pro “amor” do governador para não levar “pino” da SEC

Os grupos folclóricos de Manaus enviaram ao Radar denúncia de que 2017 já está chegando ao final e a Secretaria de Estado de Cultura-SEC  ainda não terminou de pagar os grupos folclóricos que participaram do 60º Festival Folclórico realizado no período de 16 a 23 de setembro deste ano, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, na antiga Bola da Suframa. Eles reclamam, inclusive, do tratamento desigual do secretário de Cultura do Governo do Estado, Denilson Novo, aos integrantes de eventos que deveriam ser tratados com igualdade. “O referido órgão público (SEC) já repassou às cirandas de Manacapuru o montante de 900 mil reais, cujo evento se encerrou há apenas duas semanas”, argumenta o presidente da Associação dos Grupos Folclóricos de Manaus (AGFM), jornalista Milton Ferreira.

Segundo ele, o que mais revolta os representantes das danças de Manaus é que esse dinheiro não sai dos cofres do Estado do Amazonas, mas, sim, da Empresa Coca-Cola, que patrocinou o festival, liberando a importância de 800 mil reais em atendimento à solicitação do ex-secretário Robério Braga, que intermediou a parceria e graças a ela o evento se realizou.

Para o presidente da Associação dos Grupos Folclóricos de Manaus-AGFM, jornalista Milton Ferreira, “a questão se complicou ainda mais quando o secretário Denilson Nôvo encaminhou para a Procuradoria Geral do Estado-PGE um pedido de parecer para efetuar ou não o pagamento”. Com isso – prossegue o jornalista – todos ficam à mercê desse parecer, que pode ser a favor ou contra, o que é inadmissível, pois os recursos financeiros alocados para esse fim, não são dos cofres públicos, e sim da Coca-Cola, patrocinadora do evento”.

Miltão, como é conhecido juntos aos folcloristas manauaras, disse ainda que os fornecedores fazem cobranças diariamente na porta dos representantes dos grupos, gerando constrangimento entre os devedores que à duras penas conseguiram realizar o 60º Festival Folclórico do Amazonas. “Acho que o governador Amazonino Mendes desconhece essa situação. Nós estamos de pires na mão e ninguém toma uma providência. Faço apelo no sentido de que o chefe do executivo amazonense puxe a orelha do seu secretário Denilson Nôvo e mande pagar os folcloristas antes de encerrar o ano de 2017. Em 2018 a dívida fica como exercício anterior, tornando difícil de ser sanada.

        Com informações da Associação dos Grupos Folclóricos de Manaus