Homem é condenado a 37 anos e 7 meses por estuprar e engravidar a própria filha

A condenação ocorreu após denúncia feita pela 69ª Promotoria de Justiça Especializada em Crimes contra Adolescentes e Crianças

Foto: Divulgação

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra a própria filha que ainda chegou a ter dois filhos fruto dos abusos sofridos desde os 12 anos de idade. A condenação ocorreu após denúncia feita pela 69ª Promotoria de Justiça Especializada em Crimes contra Adolescentes e Crianças, que tem como titular o promotor de Justiça Rodrigo Miranda Leão Júnior.

“Como todo caso de violência sexual, trata-se de história dramática que deixará consequências permanentes para a vítima. Nesse caso, especificamente, ainda há duas crianças nascidas dos estupros e os maus tratos cometidos contra o irmão dessa vítima. Verificando a condição de vulnerabilidade psicossocial da vítima, de seus filhos e do seu irmão, solicitei o atendimento psicossocial do grupo junto ao Programa de Atenção às Pessoas em Situação de Vulnerabilidade Psicossocial (Recomeçar) do MPAM”, explicou o promotor de Justiça Rodrigo Miranda Leão Júnior.

De acordo com informações do Ministério Público do Amazonas (MPAM), a sentença foi proferida no início do mês de abril, pelo juiz Saulo Góes Pinto, que condenou o homem a 37 anos e 7 meses de reclusão além do pagamento de R$ 30 mil.

Segundo o Promotor de Justiça Rodrigo de Miranda Leão Junior relatou que o homem chegou usar de violência física e de ameaças para intimidar a própria filha para que não contasse a ninguém sobre os abusos que eram cometidos pelo próprio pai. A vítima foi estuprada dos 12 aos 16 anos de idade, além de ser obrigada a fazer uso de medicamentos para provocar aborto.

“Esses anos de violência física e psicológica resultaram na completa dependência financeira da vítima em relação ao denunciado para prover o sustento dela e de seus filhos, e fizeram com que ela se vulnerabilizasse econômica, social e psicologicamente, razão pela qual permaneceu na casa dele até completar 22 anos, quando finalmente de lá saiu para morar com seu primeiro companheiro. Contudo, as ameaças feitas pelo DENUNCIADO para que ela se mantivesse calada nunca cessaram”, relatou o Promotor de Justiça.