Homem que matou a mulher a facadas na frente da filha de 6 anos é libertado pela Justiça

Na matéria intitulada “Após dois anos do assassinato da filha, Dona Laide pede que a Justiça julgue o assassino“, publicada no dia 01 desse mês, a resposta dada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) para o réu confesso Diego Fabrício do Nascimento Pacheco não ter sido julgado foi que ainda não tinham conseguido “agenda para o Tribunal do Juri”. Pois agora, além de não ter sido levado a juri, o assassino confesso foi posto em liberdade. Diego assassinou Josilene Ferreira de Araújo, de 23 anos, no dia 26 de junho de 2016, na frente da filha do casal que, naquela época, tinha 06 anos de idade. A decisão de conceder liberdade provisória a Diego Fabrício foi da Juíza de Direito Ana Paula de Medeiros Braga, da 2ª Vara do Tribunal do Juri, no último dia 13 de julho (ver decisão no final da matéria).

Só agora foi possível confirmar que o assassino de Josilene está em liberdade. Há cerca de duas semanas essa informação chegou ao Radar mas não foi possível checar nada no site do tribunal porque o processo estava em “sigilo de Justiça” – ninguém consegue entender, nem mesmo os advogados com os quais o Radar conversou, porque esse processo está sob sigilo.

Nesse mesmo dia em que a informação da soltura de Diego chegou ao Radar, entramos em contato com o TJAM através da assessoria de imprensa para saber, entre outras coisas, quais os motivos do sigilo de Justiça para o processo do assassinato de Josilene, se era verídica a concessão da liberdade para o réu e os motivos para sua soltura. Nenhuma resposta foi enviada. Nessa segunda-feira, após novo contato com a Corte de Justiça do Estado, enfim veio resposta.

As alegações para Diego Fabrício ter sido posto em liberdade foi que ele “encontrava-se custodiado ha mais de dois anos, motivo pelo qual, em revisão do processo, foi decidido que, mediante aplicação de medida cautelar diversa da prisão – no caso, o uso de tornozeleira eletrônica – ele reúne as condições legais para aguardar o julgamento em liberdade provisória. Dentre essas condições o fato de possuir residência fixa, ser réu primário e ser o presente processo o único a que ele responde” .

E em sua decisão, a juíza impõe como condição para o assassino confesso continuar livre “participar do projeto Reeducar no Auditório Fabio Antonio Teixeira Couto Vale” – e enquanto Josilene está morta, ele vai ser reeducado !?!?

Família com medo

Os parentes de Josilene ficaram em pânico quando souberam que Diego Pacheco foi solto, porque ele já teria sido visto pelas imediações da casa onde a mãe de Josilene mora e onde cria os dois filhos do casal. “Minha mãe está desesperada e muito preocupada porque tem a custódia provisória dos dois filhos dela. Estamos com medo que ele faça algo contra nós, por isso estamos buscando auxílio para que ele volte para a cadeia e pague pelo que fez”, desabafou Ivani, irmã de Josilene.