Hospital Adriano Jorge é investigado pelo MPAM após denúncias de compra de medicamentos sem licitação

Foto: Divulgação/MPAM

As compras de medicamentos e produtos pela Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) são alvo de Inquérito Civil do Ministério Público do Amazonas (MPAM) por serem realizadas sem processo de licitação regular. A investigação que busca apurar a irregularidade foi instaurada através da 77º Promotoria de Justiça Especializada de Proteção ao Patrimônio Público (PRODEPP) e foi publicada no Diário Eletrônico Oficial do MPAM nessa quinta-feira (01).

A medida foi tomada pelo Promotor de Justiça substituto, Edgar Maia de Albuquerque, a partir da Notícia de Fato que relatava possíveis ilegalidades na compra, de medicamentos e produtos sem licitação, pagos a título de indenização por parte da Fundação Hospital Adriano Jorge, com preços acima do mercado.

Diante da situação, o MP solicitou da FHAJ, que encaminhe cópias das notas de empenho, notas fiscais, e outros eventuais processos relacionados a aquisição de medicamentos e produtos no ano de 2020 sem o procedimento regular licitação, pagos a título de indenização, e que encaminhe ainda a ata de registro de preço em vigor e informações com relação aos atuais processos licitatórios em andamento.

Irregularidades

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Essa não é a primeira vez que o Adriano Jorge chama atenção no que diz respeito a questão dos medicamentos. Em março deste ano o Radar recebeu uma denúncia de um enfermeiro da unidade que apontou que os medicamentos estavam armazenados em um local inapropriado sem nenhuma estrutura de higiene, correndo o risco de estragarem.

Além disso, durante o pico da pandemia do novo coronavírus no Amazonas (momento em que o sistema de saúde passou por uma situação de colapso) os médicos do hospital denunciaram que não podiam atender pacientes por falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

(*) Com informações do Ministério Público do Amazonas (MPAM)